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Acionista principal critica Square Enix por vendas fracas e estratégia corporativa

Square Enix

Square Enix sob pressão de acionista majoritário

A Square Enix enfrenta uma crise interna significativa depois que seu terceiro maior acionista, a 3D Investment Partners, divulgou um extenso documento de 100 páginas criticando a gestão da empresa japonesa. Além disso, a firma de investimentos de Singapura, que detém 14,36% das ações, exige uma “reavaliação fundamental do plano de gestão de médio prazo”, considerando o desempenho abaixo do esperado da desenvolvedora de Final Fantasy e Dragon Quest.

O documento, que veio à tona após a insatisfação do acionista com as respostas do CEO Takashi Kiryu em outubro, reconhece a Square Enix como uma “proeminente desenvolvedora japonesa de games” com “títulos mundialmente renomados”. No entanto, ele aponta uma “deterioração significativa no poder de ganhos” da empresa nos últimos anos, o que tem gerado preocupação entre investidores e analistas.

Principais críticas do investidor

Entre os problemas destacados pela 3D Investment Partners estão margens de lucro estagnadas, redução nas vendas de jogos e custos de desenvolvimento elevados. Além disso, o investidor atribui essas questões a fatores como exclusividade de plataformas, baixo retorno sobre gastos com publicidade, vendas fracas do catálogo e despesas excessivas com desenvolvimento.

De maneira semelhante, o relatório compara diretamente a Square Enix com concorrentes japoneses como Capcom e Konami, destacando o desempenho inferior da empresa. Consequentemente, a dependência excessiva do mercado doméstico japonês é apontada como um obstáculo à expansão internacional.

Medidas já implementadas pela Square Enix

Apesar das críticas, a empresa já começou a implementar algumas medidas. Por exemplo, Final Fantasy 16 chegou ao Xbox após um período de exclusividade no PlayStation, enquanto a trilogia Final Fantasy 7 Remake será lançada no Xbox e no Nintendo Switch 2. Portanto, essas ações indicam esforços para internacionalizar o catálogo, ainda que ainda não sejam suficientes para atender às expectativas de investidores como a 3D Investment Partners.

Pressão sobre a liderança e estratégias futuras

O investidor ativista sugere que a saída de Kiryu do cargo de CEO poderia ser benéfica. Além disso, o relatório critica a atual estratégia “Reboots”, afirmando que ela apenas justifica o desempenho medíocre e não oferece uma visão clara de futuro. Ainda mais, o documento aponta a falta de sinergia com áreas fora dos games, incluindo filmes, animes, fliperamas e mangás, o que limita o potencial de crescimento da empresa.

Desempenho recente e planos polêmicos

A crise surge em um momento delicado, já que Final Fantasy 16 e Final Fantasy 7 Rebirth não atingiram as expectativas de vendas. Embora os lucros tenham sido impulsionados pelo Dragon Quest 3 HD-2D Remake, o balanço financeiro de maio revelou queda nas vendas de jogos single-player.

Além disso, a Square Enix anunciou que a inteligência artificial generativa será responsável por 70% do controle de qualidade até 2027, juntamente com demissões em massa, afetando principalmente o desenvolvimento no exterior. Por exemplo, 137 empregos estão em risco apenas no Reino Unido. Como resultado, a empresa passa por um momento de reestruturação fundamental que busca otimizar recursos e corrigir falhas estratégicas.

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