Bethesda comenta The Elder Scrolls VI: novas possibilidades com o avanço do hardware
Recentemente, a Bethesda voltou a falar sobre o aguardado The Elder Scrolls VI. De acordo com a equipe, embora estejam apostando alto no projeto, o desenvolvimento está sendo feito com paciência, ambição e uma compreensão clara de como a indústria evoluiu desde a época em que Skyrim redefiniu os RPGs de mundo aberto.
O retorno ao universo Elder Scrolls
Em comentários recentes, Angela Browder, diretora de estúdio da Bethesda Game Studios, expressou entusiasmo ao retornar ao universo da série. Ela reconheceu que o público aguardava ansiosamente pelo novo título; no entanto, ressaltou que esse intervalo não deve ser visto como estagnação, mas sim como oportunidade de inovar. Além disso, Browder destacou que os avanços em hardware, renderização e ferramentas de desenvolvimento transformaram completamente o que é possível criar em um Elder Scrolls moderno.
“É maravilhoso estar de volta a este universo de The Elder Scrolls. Como a internet gosta de nos lembrar, já faz um tempo. A indústria, o hardware, tudo isso deu saltos enormes desde a última vez que fizemos um jogo da série. Eu fico genuinamente empolgada com o que está à nossa frente, porque as possibilidades são insanas!”, comentou Browder.
Além disso, a comparação entre Oblivion original e sua versão remasterizada ajuda a ilustrar esse salto tecnológico. Para Browder, não se trata apenas de gráficos mais bonitos, mas sim de como toda a indústria evoluiu. Portanto, The Elder Scrolls VI surge como uma vitrine de tudo o que a Bethesda e os games aprenderam ao longo dos anos, prometendo experiências mais profundas para os fãs de longa data.
Um desenvolvimento cauteloso e meticuloso
Por outro lado, Todd Howard, diretor e produtor executivo, reforçou que a Bethesda mantém seu modelo tradicional de desenvolvimento. Ele explicou que, embora deseje um ritmo mais rápido, prefere que o jogo seja feito da maneira correta, garantindo qualidade, coesão e longevidade.
“Está progredindo muito bem. A maior parte do estúdio está focada no TESVI, mas nós sempre trabalhamos com sobreposição. Além disso, temos pré-produções longas para garantir que nos sintamos confiantes com o que estamos fazendo. Todos nós gostaríamos que fosse mais rápido, mas é um processo que queremos fazer da forma certa.”
O equilíbrio entre expectativa e realidade
Da mesma forma, Emil Pagliarulo, diretor de design, comentou sobre a tensão entre a ansiedade do público e a realidade do desenvolvimento moderno. Ele destacou que jogos desse porte exigem anos de refinamento, testes e polimento. Consequentemente, a pressa pode comprometer a qualidade final.
“Posso dizer que está andando! É curioso, porque a pressão por tempo que os jogadores colocam na gente, nós não colocamos em nós mesmos. Jogos levam tempo para ficar prontos, e atrasos acontecem. Então, o que os fãs realmente querem? Um jogo que saia antes da hora e não atenda às expectativas? Por isso, vamos levar o tempo necessário para que o jogo seja realmente excelente.”
Além disso, Pagliarulo usou a metáfora de assar um peru: se apressar, o resultado fica ruim; se der o tempo certo, o resultado é perfeito. Ele ainda citou atrasos recentes de títulos como Grand Theft Auto como exemplos de decisões inteligentes, reforçando que adiar lançamentos muitas vezes é a melhor forma de atender às expectativas do público.

