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Blizzard afirma que Diablo 3 ainda tem milhões de jogadores ativos

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Diablo 3 segue forte e ainda reúne milhões de jogadores, diz Blizzard

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A Blizzard revelou que Diablo 3 continua com uma base ativa de jogadores na casa dos milhões, mesmo após o lançamento de Diablo 4 e a renovação de Diablo 2: Resurrected. A informação foi compartilhada por Matthew Cederquist, produtor executivo de Diablo Legacy, durante uma entrevista coletiva recente.

Segundo o executivo, cada jogo da franquia mantém um público próprio e, por isso, os títulos acabam convivendo em paralelo. “Cada jogo tem seus próprios jogadores principais”, explicou Cederquist. “Há, na verdade, milhões de pessoas que ainda jogam Diablo 3. Mesmo quando Diablo 4 foi lançado, alguns jogadores foram canibalizados e levados para o D4, mas ainda existe uma base massiva de jogadores para Diablo 3.”

Jogadores alternam entre D3, D4 e D2 dependendo das temporadas

Além disso, Cederquist destacou que o comportamento dos fãs da série costuma seguir um padrão bem claro: muitos jogadores migram entre os títulos conforme o início de novas temporadas e eventos ranqueados. Dessa forma, o interesse pelo jogo não desaparece — ele apenas se desloca temporariamente, dependendo do conteúdo disponível no momento.

De acordo com ele, essa movimentação acontece com frequência. “A cada temporada de ranqueada que é lançada, você verá pessoas migrando do D4 de volta para o D3 durante o fim de semana de abertura, ou por cerca de uma semana, e depois voltando para o D4. E vice-versa com o D2.”

Consequentemente, mesmo com títulos mais recentes disponíveis, Diablo 3 segue relevante. Afinal, o jogo mantém uma fórmula própria, além de recompensas e progressão que atraem jogadores veteranos a cada novo ciclo sazonal.

Declaração diverge de fala anterior de Rod Fergusson

Por outro lado, a fala de Cederquist contradiz parcialmente uma declaração anterior de Rod Fergusson, ex-chefe de Diablo, que deixou a Blizzard há cerca de cinco meses para se juntar à 2K e liderar BioShock. Em março, Fergusson havia afirmado que “temos mais jogadores de Diablo 2: Resurrected do que Diablo 3 agora”.

No entanto, Cederquist argumenta que essa diferença representa apenas um recorte momentâneo. Segundo ele, os números oscilam drasticamente e mudam de acordo com o calendário de temporadas e conteúdos. Assim, um título pode superar o outro em determinados períodos, mas essa liderança não se mantém de forma fixa.

A franquia facilita essa “migração” por não depender de grupos fixos

Enquanto isso, Tim Vasconcellos, designer líder da equipe Diablo Legacy, complementou a explicação e detalhou por que a franquia permite essa transição de forma tão natural. Em primeiro lugar, ele ressaltou que a série não exige o mesmo compromisso social de jogos que dependem de grupos fixos, como MMORPGs.

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“Não existe a mesma dinâmica de papéis de classes dizendo ‘precisamos de um curador, precisamos de um tanque e depois DPS’. Todas as classes são DPS. Além disso, a expectativa social não é que vamos nos comprometer a jogar juntos para progredir no conteúdo”, explicou.

Além disso, Vasconcellos reforçou que essa estrutura torna os jogos mais acessíveis para quem prefere jogar sozinho ou tem pouco tempo disponível. “É mais eficiente? Sim. É mais agradável? Achamos que sim. Você pode continuar por conta própria se quiser, e a pressão social não existe lá, então as pessoas conseguem fluir facilmente de um jogo para o outro”, completou o designer, que se identifica como um “Diablo dad”.

Dessa maneira, a franquia mantém um perfil mais flexível, o que, por consequência, ajuda a sustentar comunidades ativas em diferentes jogos ao mesmo tempo.

Diablo 2: Resurrected pode crescer ainda mais nos próximos meses

Por fim, vale lembrar que Diablo 2: Resurrected também vive um momento de renovação. Recentemente, o jogo recebeu a expansão surpresa Reign of the Warlock, que adicionou a primeira nova classe do título em 25 anos. Além disso, a chegada ao Steam e ao Game Pass deve impulsionar ainda mais os números nos próximos meses.

Assim, a Blizzard deixa claro que, em vez de um jogo simplesmente “substituir” o outro, a franquia Diablo funciona como um ecossistema. Em outras palavras, os jogadores circulam entre diferentes experiências, variando conforme as temporadas, novidades e preferências pessoais.

Portanto, mesmo após tantos anos, Diablo 3 segue como um dos pilares mais fortes da série, mostrando que a longevidade da franquia não depende apenas dos lançamentos mais recentes, mas também da capacidade de manter seus títulos antigos relevantes.

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