Sony encerra a Bluepoint Games após cinco anos de aquisição
Primeiramente, a Sony confirmou o fechamento da Bluepoint Games, estúdio amplamente reconhecido por remakes tecnicamente refinados, como Demon’s Souls e Shadow of the Colossus. Ao todo, cerca de 70 profissionais deixarão a empresa; no entanto, paralelamente, a companhia oferece possibilidade de realocação interna para parte da equipe em outros estúdios do grupo.
Além disso, a decisão gera surpresa, sobretudo porque a Sony adquiriu a Bluepoint há apenas cinco anos, em um movimento estratégico que, à época, prometia fortalecer o portfólio do PlayStation Studios. Naquele momento, inclusive, Hermen Hulst destacou publicamente a capacidade do estúdio em construir mundos detalhados e personagens marcantes. Contudo, desde então, a equipe não conseguiu estruturar um projeto original que saísse do papel. Assim, gradualmente, as expectativas iniciais deram lugar a incertezas.
O remake de Bloodborne que parecia inevitável
Posteriormente, com o cancelamento do live-service baseado em God of War, surgiu uma alternativa considerada natural: um remake de Bloodborne. Afinal, desenvolvido originalmente pela FromSoftware para o PlayStation 4, o título se consolidou como um clássico cult e, ao mesmo tempo, carrega limitações técnicas que poderiam se beneficiar de uma atualização moderna.
Nesse sentido, a especialidade da Bluepoint em revitalizar obras consagradas tornava o projeto ainda mais coerente. De fato, segundo fontes do setor, o estúdio discutiu a ideia diversas vezes ao longo dos anos. Mais recentemente, em 2025, apresentou oficialmente a proposta; entretanto, apesar de análises financeiras consideradas viáveis, o projeto não avançou.
Por outro lado, a FromSoftware não demonstrou interesse em autorizar o remake. Anteriormente, o ex-executivo Shuhei Yoshida comentou, em entrevista ao Kinda Funny Games, que Hidetaka Miyazaki poderia preferir revisitar a obra apenas sob sua própria direção. Portanto, mesmo diante da demanda recorrente dos fãs, a proposta permaneceu sem aprovação.
Alternativas rejeitadas e impasse estratégico
Diante desse cenário, a Bluepoint buscou novas possibilidades. Entre elas, considerou outra abordagem para Shadow of the Colossus e, além disso, avaliou propostas relacionadas a outras franquias do ecossistema PlayStation, como um possível derivado de Ghost of Tsushima. Ainda assim, nenhuma dessas ideias recebeu sinal verde.
Enquanto isso, ao longo de 2024 e início de 2025, o estúdio permaneceu mais de um ano sem conseguir viabilizar um projeto robusto. Paralelamente, quando a Sony anunciou planos para revisitar a trilogia original de God of War sem a participação da Bluepoint, o clima interno se intensificou negativamente. Consequentemente, pouco depois, veio a confirmação do encerramento das atividades.
Em síntese — embora o histórico técnico do estúdio permaneça respeitado —, a avaliação interna indicou falta de estrutura para liderar um grande projeto original naquele momento. Além disso, a ausência de parcerias estratégicas consolidadas reduziu as perspectivas de continuidade. Dessa forma, encerra-se um capítulo relevante dentro do universo PlayStation, marcado por excelência técnica; porém, ao mesmo tempo, por oportunidades que não avançaram.