Bobby Kotick culpa concorrência do Battlefield pela queda histórica de Call of Duty em 2025
Call of Duty sofre queda histórica em 2025, diz Bobby Kotick
Recentemente, Bobby Kotick, ex-CEO da Activision, revelou que Call of Duty enfrentou uma queda drástica de desempenho em 2025, registrando vendas cerca de 60% menores em comparação com o ano anterior. Segundo o documento judicial divulgado por Stephen Totilo, do site Game File, essa queda não ocorreu de forma isolada, mas em meio a um cenário competitivo cada vez mais acirrado no mercado de jogos FPS.
De acordo com Kotick, o desempenho abaixo do esperado seria consequência direta do aumento da concorrência, especialmente de franquias como Battlefield. Nesse sentido, ele destacou que esse cenário enfraquece o argumento anteriormente defendido pela FTC, que afirmava haver pouca competição no mercado de jogos de tiro em primeira pessoa.
Comunidade reage negativamente às declarações
No entanto, a justificativa apresentada não foi bem recebida pela comunidade gamer. Nas redes sociais, muitos jogadores rapidamente responsabilizaram a própria Activision Blizzard pelo declínio da franquia, citando decisões criativas controversas nos últimos anos. Por exemplo, skins extravagantes e colaborações consideradas fora de tom foram apontadas como fatores que afastaram parte do público, que preferia a atmosfera mais séria e realista da série.
Além disso, especialistas observaram que a falta de inovação em mecânicas e modos de jogo também contribuiu para o desgaste da marca. Portanto, embora a concorrência seja um fator real, não é o único elemento que explica a queda de Call of Duty.
Processo judicial e venda à Microsoft
As declarações de Kotick surgem em meio ao processo judicial que questiona a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft, concluída por US$ 69 bilhões. A ação, movida em 2022 pelo fundo de pensão sueco Sjunde AP-Fonden (AP7), acusa Kotick de ter acelerado a venda da empresa para evitar consequências relacionadas a denúncias de má conduta sexual na liderança da companhia.
Em resposta apresentada à Justiça em dezembro, Kotick negou que o acordo tenha sido feito às pressas e, ao mesmo tempo, tentou transferir parte da responsabilidade pela crise de imagem para a cobertura negativa envolvendo o Embracer Group, conglomerado responsável por franquias como Tomb Raider e Dead Island. No entanto, o Embracer Group rapidamente negou qualquer envolvimento, afirmando que não precisa da ajuda de um fundo de pensão sueco para competir com a Activision.
Competição acirrada no mercado de FPS
Desde sua saída, a Activision Blizzard tem enfrentado dificuldades para atingir metas internas, especialmente com Call of Duty. Dessa forma, o título se tornou o exemplo mais claro do impacto de um cenário competitivo mais agressivo. Kotick afirma que, embora a concorrência seja um fator real, as escolhas internas da empresa também desempenharam um papel importante na queda de desempenho da franquia.











