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Bobby Kotick culpa concorrência do Battlefield pela queda histórica de Call of Duty em 2025

Call of Duty 2027

Call of Duty sofre queda histórica em 2025, diz Bobby Kotick

Recentemente, Bobby Kotick, ex-CEO da Activision, revelou que Call of Duty enfrentou uma queda drástica de desempenho em 2025, registrando vendas cerca de 60% menores em comparação com o ano anterior. Segundo o documento judicial divulgado por Stephen Totilo, do site Game File, essa queda não ocorreu de forma isolada, mas em meio a um cenário competitivo cada vez mais acirrado no mercado de jogos FPS.

De acordo com Kotick, o desempenho abaixo do esperado seria consequência direta do aumento da concorrência, especialmente de franquias como Battlefield. Nesse sentido, ele destacou que esse cenário enfraquece o argumento anteriormente defendido pela FTC, que afirmava haver pouca competição no mercado de jogos de tiro em primeira pessoa.

Comunidade reage negativamente às declarações

No entanto, a justificativa apresentada não foi bem recebida pela comunidade gamer. Nas redes sociais, muitos jogadores rapidamente responsabilizaram a própria Activision Blizzard pelo declínio da franquia, citando decisões criativas controversas nos últimos anos. Por exemplo, skins extravagantes e colaborações consideradas fora de tom foram apontadas como fatores que afastaram parte do público, que preferia a atmosfera mais séria e realista da série.

Além disso, especialistas observaram que a falta de inovação em mecânicas e modos de jogo também contribuiu para o desgaste da marca. Portanto, embora a concorrência seja um fator real, não é o único elemento que explica a queda de Call of Duty.

Processo judicial e venda à Microsoft

As declarações de Kotick surgem em meio ao processo judicial que questiona a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft, concluída por US$ 69 bilhões. A ação, movida em 2022 pelo fundo de pensão sueco Sjunde AP-Fonden (AP7), acusa Kotick de ter acelerado a venda da empresa para evitar consequências relacionadas a denúncias de má conduta sexual na liderança da companhia.

Em resposta apresentada à Justiça em dezembro, Kotick negou que o acordo tenha sido feito às pressas e, ao mesmo tempo, tentou transferir parte da responsabilidade pela crise de imagem para a cobertura negativa envolvendo o Embracer Group, conglomerado responsável por franquias como Tomb Raider e Dead Island. No entanto, o Embracer Group rapidamente negou qualquer envolvimento, afirmando que não precisa da ajuda de um fundo de pensão sueco para competir com a Activision.

Competição acirrada no mercado de FPS

Desde sua saída, a Activision Blizzard tem enfrentado dificuldades para atingir metas internas, especialmente com Call of Duty. Dessa forma, o título se tornou o exemplo mais claro do impacto de um cenário competitivo mais agressivo. Kotick afirma que, embora a concorrência seja um fator real, as escolhas internas da empresa também desempenharam um papel importante na queda de desempenho da franquia.

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