O anúncio de Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen trouxe consigo uma pergunta inevitável para muitos fãs da franquia: como a série seguirá em frente sem Hideaki Itsuno, seu criador e principal defensor dentro da Capcom? Afinal, em agosto de 2024, o veterano desenvolvedor deixou a empresa após mais de três décadas de trabalho, encerrando uma trajetória marcada por contribuições fundamentais para franquias como Dragon’s Dogma e Devil May Cry.
Desde então, parte da comunidade passou a questionar se a essência da série permaneceria intacta. No entanto, de acordo com os atuais responsáveis pelo projeto, os jogadores não precisam se preocupar. A Capcom afirma que a expansão está sendo desenvolvida por profissionais que conhecem profundamente o universo da franquia e entendem exatamente o que a tornou tão especial ao longo dos anos.
Capcom afirma que suas franquias não dependem de uma única pessoa
Em entrevista concedida ao Eurogamer, o produtor Naoto Oyama abordou diretamente a saída de Itsuno e explicou a filosofia de desenvolvimento da Capcom. Segundo ele, embora exista um enorme respeito pelo legado do criador da série, a empresa nunca estruturou suas equipes para depender exclusivamente de um único profissional.
De acordo com Oyama, a Capcom trabalha há décadas construindo equipes capazes de compartilhar conhecimento e preservar a identidade de suas propriedades intelectuais. Dessa forma, mesmo quando figuras importantes deixam a companhia, o desenvolvimento das franquias continua respaldado por profissionais experientes.
Além disso, o produtor destacou que o atual diretor do projeto, Kenta Kinoshita, possui uma longa história com a série. Portanto, a liderança da expansão permanece nas mãos de alguém que participou ativamente da construção do universo de Dragon’s Dogma desde seus primeiros passos.
Kenta Kinoshita conhece a franquia desde o início
A confiança demonstrada pela Capcom não acontece por acaso. Kinoshita atuou como diretor de Dragon’s Dogma: Dark Arisen, lançado originalmente em 2013. Além disso, ele trabalhou como planejador principal no primeiro Dragon’s Dogma, participou do desenvolvimento de Dragon’s Dogma 2 e também esteve envolvido em Dragon’s Dogma Online, jogo que chegou exclusivamente ao mercado japonês.
Na prática, isso significa que o diretor possui experiência em quatro títulos diferentes da franquia. Como resultado, a equipe acredita que a identidade da série está preservada.
Segundo Oyama, ao longo dos anos os desenvolvedores acumularam conhecimento suficiente para compreender os elementos que tornam Dragon’s Dogma único dentro do gênero dos RPGs de mundo aberto. Por isso, eles estão confiantes de que sabem exatamente como criar uma experiência que respeite o legado construído pela série.
Diretor promete preservar o legado da franquia
Por sua vez, Kinoshita também comentou sobre sua ligação pessoal com Dragon’s Dogma. O diretor destacou que acompanha a série desde o começo e acredita compreender os fatores que fizeram dela uma experiência diferenciada entre os RPGs modernos.
Ele ressaltou que a franquia conquistou fãs justamente por seguir um caminho próprio, oferecendo mecânicas e sistemas distintos dos vistos em outros jogos de mundo aberto. Dessa forma, seu objetivo é manter essa identidade viva enquanto conduz a nova expansão.
Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen chega em outubro
Enquanto as discussões sobre o futuro da série continuam, os jogadores já têm uma data para marcar no calendário. Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen será lançado em 9 de outubro.
Além da expansão, a Capcom também confirmou que uma versão do jogo base chegará ao Nintendo Switch 2, ampliando o alcance da franquia para uma nova plataforma. Com isso, a empresa demonstra confiança no potencial de Dragon’s Dogma para continuar crescendo mesmo após a saída de seu criador original.
Agora, resta aos fãs descobrir se a equipe conseguirá cumprir a promessa de preservar a essência que transformou Dragon’s Dogma em uma das franquias de RPG mais cultuadas da Capcom.

