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CEO da Moon Studios revela que Ori 3 será um metroidvania bem diferente dos anteriores

Ori 3

Moon Studios sugere conceito diferente para Ori 3

A Moon Studios revelou uma ideia conceitual bastante inusitada para um possível Ori 3 e, com isso, o estúdio pode transformar profundamente a maneira como a franquia funciona dentro do gênero Metroidvania. Thomas Mahler, CEO da desenvolvedora, compartilhou nas redes sociais um conceito inspirado ao mesmo tempo pelo tom emocional do Studio Ghibli e pela lógica sistêmica de Katamari Damacy. Assim, a proposta aponta para uma abordagem totalmente diferente do que a série apresentou até agora.

Além disso, Mahler explicou que a ideia surgiu após ele publicar um vídeo de Rebirth, um tech demo em FMV do GameCube. No material, uma criatura da floresta vaga por um ambiente melancólico até se envolver em um casulo e, então, se transformar em uma árvore gigante. Logo, o executivo afirmou que aquilo serviu como gatilho criativo para uma das ideias mais “malucas” que ele já considerou para a franquia.

Jogar como uma Árvore Espiritual mudaria tudo

Em vez de controlar Ori como um personagem ágil, a proposta central seria colocar o jogador no controle de uma Árvore Espiritual e, dessa forma, inverter a lógica tradicional dos Metroidvanias. De acordo com Mahler, a intenção seria fazer o jogador “se movimentar como uma pequena árvore” em um ambiente desolado e, aos poucos, devolver vida ao mundo ao redor.

Ao mesmo tempo, essa mudança também traria uma sensação de progressão totalmente diferente, já que a jornada não giraria em torno de habilidades clássicas, como pulo duplo, escalada ou dash. Pelo contrário: a evolução aconteceria por meio da transformação gradual do cenário, criando novas possibilidades de exploração conforme o ecossistema se recupera.

Progressão baseada na restauração do mundo

Diferente dos jogos anteriores, nos quais Ori ganhava novas habilidades para superar obstáculos, nesta proposta a progressão viria da restauração do próprio mundo. Ou seja, em vez de desbloquear movimentos para atravessar abismos, por exemplo, o jogador poderia reparar o fluxo de água para cruzar ravinas. Do mesmo modo, ele estimularia o crescimento de árvores que funcionariam como pontes naturais e, assim, abriria caminhos antes inacessíveis.

Consequentemente, o mapa evoluiria junto com o jogador, criando um tipo de progressão mais orgânica e, ao mesmo tempo, mais contemplativa. Com isso, o design tradicional do Metroidvania seria “virado de cabeça para baixo”, já que o poder não estaria apenas no personagem, mas principalmente no ambiente.

“Katamari com toque de Ghibli” e um possível novo gênero

Mahler descreveu a ideia como algo próximo de “Katamari, mas com um toque de Ghibli”. Segundo ele, há algo profundamente satisfatório em permitir que os jogadores mudem o ambiente em que estão. Além disso, o CEO argumentou que, em muitos casos, fortalecer o cenário pode ser até mais gratificante do que simplesmente fortalecer o personagem.

Por fim, Mahler comentou que vários jogos de grande sucesso exploram instintos humanos básicos, como caça, coleta e agricultura. Ainda assim, ele acredita que conceitos de cultivo, jardinagem e recuperação ambiental seguem pouco explorados pela indústria. Portanto, caso uma proposta como essa avance, Ori 3 poderia não apenas reinventar a série, mas também abrir espaço para um novo tipo de experiência dentro do gênero.

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