IGN revela detalhes inéditos de Control Resonant
Primeiramente, o portal IGN teve acesso a uma demonstração exclusiva de Control Resonant, sequência direta de Control. Desde já, a prévia deixou evidente que a Remedy Entertainment pretende não apenas expandir a base do jogo original, mas também redefinir parte de sua identidade. Além disso, o estúdio faz questão de afastar comparações com o subgênero soulslike, reforçando uma direção mais voltada à ação agressiva.
Novo protagonista e mudança de perspectiva
Antes de tudo, a alteração mais imediata está no protagonista. Em vez de Jesse Faden, agora os jogadores controlam Dylan. Dessa forma, a narrativa assume uma nova perspectiva, aprofundando conflitos internos e ampliando o impacto do misterioso Ruído. Ao mesmo tempo, essa troca permite explorar áreas e situações inéditas dentro do universo já estabelecido.
Além disso, o cenário também passa por uma transformação significativa. Enquanto o primeiro jogo se concentrava na arquitetura brutalista da Antiga Casa, agora a ambientação se expande para uma Manhattan distorcida. Consequentemente, o mundo se torna mais variado, dinâmico e visualmente ousado, com distritos distintos que reforçam a sensação de instabilidade da realidade.
Por outro lado, a Remedy também reconheceu críticas anteriores ao sistema de mapa. Portanto, a equipe promete uma navegação mais clara e intuitiva, facilitando a exploração entre áreas.
Combate mais rápido e orientado à ofensiva
Sobretudo, a maior evolução aparece no sistema de combate. Dylan utiliza a Aarent, uma arma transformável em formato de martelo gigante, capaz de alternar entre diferentes estilos de ataque. Assim, o jogador ganha liberdade para adaptar sua abordagem conforme o ritmo das batalhas.
De acordo com o designer-chefe Sergey Mohov, a proposta é clara: o jogador conduz o combate. Ou seja, não se trata de um soulslike. Pelo contrário, a experiência se aproxima mais de títulos como Devil May Cry e Bayonetta, priorizando velocidade, combos e pressão constante.
Além disso, embora o jogo seja descrito como um action RPG, o foco não recai sobre inventários complexos. Em vez disso, a progressão gira em torno de talentos interligados. Por exemplo, habilidades como Perfect Dodge oferecem bônus após esquivas perfeitas; enquanto Extended Dash amplia mobilidade; e Backstab Damage aumenta o dano em ataques pelas costas. Consequentemente, cada build pode alterar significativamente o estilo de jogo.
Ademais, nem todos os talentos poderão ser desbloqueados em uma única campanha. Dessa maneira, o título incentiva rejogabilidade e experimentação. Paralelamente, a personalização ocorre em The Gap, espaço que funciona de forma semelhante ao Mind Place de Alan Wake 2.
Estrutura de missões e sistema de diálogo
No que diz respeito às atividades, o jogo se divide entre Dylan’s Journey, que representa a campanha principal, e as World Quests, que expandem a narrativa com missões secundárias. Além disso, pequenos eventos e puzzles aparecem espalhados pelo mundo, incentivando exploração constante.
Durante a jornada, Dylan conta com o suporte de Zoe Divera, agente da FBC que se comunica por meio de um dispositivo portátil. Ao mesmo tempo, o novo sistema de diálogo permite escolher respostas sem interromper a movimentação. Entretanto, apesar dessa liberdade momentânea, as decisões não alteram drasticamente o rumo da história, e o jogo não terá múltiplos finais.
Por fim, a Remedy confirmou que Control Resonant ainda está em estágio alpha. Portanto, embora a prévia já demonstre ambição e direção clara, o título ainda não possui data de lançamento definida.

