Control Resonant sinaliza uma mudança profunda na franquia
Desde o primeiro momento, a Remedy Entertainment deixou claro que Control Resonant não será apenas uma continuação direta, mas sim uma reinvenção significativa da franquia. Dessa forma, o estúdio aposta em mudanças estruturais importantes, tanto no gameplay quanto na narrativa. Agora, além disso, o jogo abandona parte do foco em tiroteios tradicionais e passa a priorizar a ação corpo a corpo, o que altera completamente o ritmo da experiência.
Uma narrativa que avança no tempo e amplia o conflito
Segundo Mikael Kasurinen, diretor criativo do projeto, Control sempre foi, no fundo, uma história sobre dois irmãos separados por forças além da compreensão humana. No entanto, embora o jogo original tenha encerrado sua trama com um equilíbrio aparentemente estável, esse estado nunca foi definitivo. Assim, Control Resonant se passa sete anos depois, quando esse frágil controle finalmente entra em colapso.
Nesse contexto, Jesse Faden desaparece em circunstâncias misteriosas. Ao mesmo tempo, o lockdown do Ruído falha completamente e, como consequência, a infestação sobrenatural se espalha por Manhattan. Portanto, a cidade deixa de ser apenas um pano de fundo e passa a funcionar como um ambiente hostil, imprevisível e constantemente mutável.
Dylan Faden assume um novo papel central
Enquanto isso, Dylan Faden desperta de um coma de maneira pouco clara e, possivelmente, sobrenatural. A partir desse ponto, ele assume o papel de protagonista e, consequentemente, passa a carregar o peso da narrativa. Com o Apparent em mãos — uma arma capaz de alternar entre lâminas duplas e um enorme martelo —, Dylan inicia sua jornada em busca de respostas e sobrevivência.
Além disso, o combate recebe atenção especial. Dessa vez, a Remedy combina ataques corpo a corpo com habilidades sobrenaturais, o que, por sua vez, cria confrontos mais agressivos, dinâmicos e estratégicos. Assim, o jogador é constantemente incentivado a se mover, atacar e reagir de forma rápida.
Estrutura aberta sem abandonar o controle narrativo
Apesar da escala ampliada, a Remedy faz questão de reforçar que Control Resonant não será um jogo de mundo aberto. Ainda assim, Kasurinen prefere definir a estrutura como “aberta”. Ou seja, embora exista liberdade de exploração, o design prioriza ritmo constante, cenários distorcidos e progressão fluida.
Dessa maneira, o jogo consegue equilibrar exploração e narrativa, evitando excessos que poderiam comprometer a experiência.
A transição definitiva para o action-RPG
Sem dúvida, a maior mudança está na estrutura de progressão. Enquanto Control se aproximava mais de um jogo de ação e aventura, Resonant abraça completamente o action-RPG. Assim, o jogador pode esperar sistemas mais profundos, escolhas que impactam diretamente o gameplay e builds variadas para diferentes estilos.
Além disso, a Remedy garante que não haverá conteúdo secundário criado apenas para preencher espaço. Pelo contrário, histórias opcionais, segredos e atividades paralelas fazem parte do núcleo da experiência e se integram de forma orgânica ao mundo e à narrativa.
Por fim, embora o estúdio ainda evite detalhar as conexões com seu universo compartilhado, Control Resonant é descrito como um passo natural. Segundo Kasurinen, se Control foi o começo, agora a equipe está pronta para avançar ainda mais.