O diretor Mikael Kasurinen compartilhou novas informações sobre Control Resonant, sequência do premiado jogo lançado pela Remedy Entertainment em 2019. Durante entrevista ao canal MinMax, ele revelou que alguns dos desafios mais difíceis da aventura serão completamente opcionais. Além disso, os jogadores poderão enfrentar esses inimigos na ordem que desejarem, adotando uma estrutura de progressão semelhante à clássica série Mega Man.
Resonants serão chefes opcionais e concederão novos poderes
Os chamados Resonants, criaturas paranaturais que dão nome ao jogo, representam as maiores ameaças encontradas por Dylan Faden durante sua jornada por Manhattan. Cada um deles possui habilidades únicas e, quando derrotados, permitem que o protagonista absorva novos poderes.
No entanto, Kasurinen destacou que derrotar todos esses chefes não será obrigatório para concluir a campanha. Segundo ele, muitos dos encontros mais importantes poderão ser ignorados por quem desejar focar apenas na história principal. Por outro lado, jogadores interessados em explorar o universo criado pela Remedy encontrarão nesses confrontos algumas das narrativas mais profundas e misteriosas do jogo.
Além disso, a liberdade para enfrentar os chefes em diferentes momentos promete aumentar a sensação de exploração e descoberta, oferecendo abordagens variadas para cada jogador.
Campanha será maior que a de Control
Outro detalhe revelado pelo diretor é que Control Resonant será mais longo que o primeiro jogo. Embora a Remedy ainda não tenha divulgado uma estimativa oficial de duração, Kasurinen confirmou que a aventura contará com mais conteúdo e uma estrutura narrativa dividida em capítulos.
Entretanto, essa divisão será quase imperceptível durante a progressão. Dessa forma, a experiência deverá manter um fluxo contínuo, sem interrupções bruscas entre os principais acontecimentos da trama.
Já sobre as conexões com Alan Wake, franquia que compartilha o mesmo universo, o diretor brincou ao dizer que a presença desses elementos ficaria em um nível de “2,5 de 10”. Em outras palavras, referências existirão, mas não serão o foco central da narrativa.
A história será sobre controle pessoal
Embora muitos fãs esperassem uma trama voltada para salvar Manhattan ou resgatar Jesse Faden, Kasurinen explicou que a proposta narrativa segue outro caminho. Segundo ele, o tema principal de Control Resonant é a busca pelo controle da própria vida.
Essa mudança de foco ajuda a justificar a escolha do título, já que o projeto não foi apresentado simplesmente como Control 2. A intenção da Remedy é explorar uma jornada mais pessoal e emocional para Dylan, sem abandonar os elementos sobrenaturais que definem a franquia.
Além disso, o diretor confirmou que as áreas exploráveis serão significativamente maiores do que aparentam nos materiais divulgados até agora. Ainda assim, o mapa será expandido gradualmente, permitindo que os jogadores descubram novos locais conforme avançam na campanha. Para facilitar a navegação, haverá um sistema de mapa que oferece uma visão estratégica de Manhattan.
Grande surpresa pode envolver Jesse Faden
Por fim, Kasurinen chamou atenção para um momento específico localizado aproximadamente na metade da campanha. Segundo ele, esse trecho representará a “maior surpresa” de todo o jogo.
Naturalmente, a declaração deu início a diversas teorias entre os fãs. Uma das especulações mais populares sugere que Jesse Faden poderá retornar como personagem jogável em determinado momento da história. Caso isso aconteça, a mecânica poderia trazer um estilo de combate mais próximo do Control original, com foco em armas de longo alcance e habilidades telecinéticas.
Por enquanto, a Remedy mantém segredo sobre o assunto. No entanto, a promessa de uma grande reviravolta aumenta ainda mais a expectativa em torno do lançamento.
Control Resonant chega em 24 de setembro para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

