Death Stranding 2: líder técnico revela por que Kojima Productions escolheu o motor Decima apesar da complexidade
Por que a Kojima Productions escolheu o motor Decima
O diretor técnico da Kojima Productions, Akio Sakamoto, explicou recentemente por que o estúdio optou pelo motor gráfico Decima no desenvolvimento de Death Stranding 2, mesmo que ele seja considerado menos acessível do que outras opções do mercado. De fato, essa escolha gerou curiosidade, principalmente porque o motor exige conhecimento avançado. No entanto, seus recursos técnicos oferecem vantagens que se destacam em jogos de mundo aberto.
Experiência com o Decima
Originalmente desenvolvido pela Guerrilla Games para franquias como Killzone e Horizon, o Decima também foi adotado por outros estúdios, como a Supermassive Games, que o utilizou em títulos como Until Dawn. Além disso, Sakamoto destacou que a oportunidade de avaliar o motor diretamente antes de adotá-lo foi decisiva. Ele explicou:
“Ele oferecia muitos dos recursos necessários para criar um jogo de mundo aberto. Embora alguns aspectos sejam menos acessíveis do que em motores comerciais, suas ferramentas de análise de renderização em tempo real se destacaram.”
Portanto, apesar da complexidade, o motor apresentava benefícios claros que justificavam a escolha.
Ferramentas de análise e desenvolvimento
Além disso, o executivo ressaltou que a capacidade de analisar dados internamente foi um ponto decisivo. Segundo ele:
“Poder acessar um conjunto tão rico de dados sem depender de ferramentas externas é extremamente valioso. Além disso, o motor incluía recursos que eu já esperava implementar há muito tempo em projetos anteriores.”
Dessa forma, a equipe conseguiu trabalhar de maneira mais integrada e eficiente. Além disso, os recursos permitiram maior controle sobre gráficos, física e comportamento do mundo aberto, facilitando o desenvolvimento de mecânicas complexas.
Reflexão sobre a escolha
Assim, a equipe decidiu seguir com o Decima. Olhando para trás, Sakamoto afirma que não se arrepende da decisão, mesmo quase uma década após a adoção do motor. Segundo ele:
“Nenhum motor é a melhor opção para todos os cenários. Mas o Decima nos permite realizar muitas coisas que seriam difíceis de alcançar em outras plataformas.”
Portanto, a escolha reforça como a decisão tecnológica impactou diretamente a identidade técnica e artística de Death Stranding, garantindo que a franquia mantenha sua estética única e inovação em gameplay.
Considerações finais
Em resumo, a decisão da Kojima Productions demonstra que, embora um motor possa ser mais complexo ou menos acessível, seus benefícios podem superar desafios iniciais. Além disso, para Sakamoto, o Decima representa não apenas uma ferramenta, mas um pilar estratégico no desenvolvimento de mundos abertos ricos e detalhados, mostrando como tecnologia e criatividade caminham juntas.











