Quase toda a documentação original de Final Fantasy 7 se perdeu
O diretor de Final Fantasy 7 Rebirth, Naoki Hamaguchi, revelou recentemente um desafio significativo no desenvolvimento do jogo: a quase inexistência de documentação do título original de 1997. De fato, esse obstáculo tem impactado diretamente a equipe responsável pela trilogia de remakes, tornando cada decisão criativa ainda mais complexa.
Segundo Hamaguchi, o desenvolvimento de jogos na década de 1990 era muito diferente do que vemos hoje. “Estamos falando de meados dos anos 90… Portanto, não sobrou praticamente nenhuma documentação daquele período”, explicou ele em entrevista ao Eurogamer. Ele destacou que, na época, o gerenciamento de dados não seguia padrões modernos e, consequentemente, muitos materiais simplesmente não eram guardados.
Impacto na criação de Final Fantasy 7 Rebirth
Como resultado, a maioria dos materiais de desenvolvimento do jogo original está perdida ou foi descartada, o que dificulta o processo de referência para a equipe atual. Hamaguchi menciona que “acho que ainda temos alguns esboços de design de personagens”, o que indica que, apesar de serem poucos, esses documentos representam praticamente a única documentação que sobreviveu.
Além disso, essa escassez de registros traz um desafio adicional: manter a fidelidade à visão original. O diretor admite que seu maior receio é criar uma versão do jogo que se distancie do clássico. “O que eu realmente quero evitar é, por ser um grande fã do jogo, sobrescrever o original com minha própria perspectiva e criar uma versão que seja essencialmente uma fanfiction dele”, afirmou.
A importância da equipe original
Felizmente, a presença de membros da equipe original de 1997 tem sido fundamental. Nomes como Yoshinori Kitase, diretor do jogo original, e Tetsuya Nomura, artista, estão diretamente envolvidos na produção do remake. Dessa forma, a equipe atual consegue acessar diretamente as intenções originais, mesmo sem a documentação física.
“Por isso, sou realmente grato por tê-los à disposição”, concluiu Hamaguchi. “Mesmo sem documentação, podemos obter informações diretamente da fonte.”

