Ícone do site Guia do ED

Diretor de The Blood of Dawnwalker responde críticas sobre 120 FPS: “70 ou 90 FPS já oferecem excelente experiência”

The Blood of Dawnwalker

A discussão sobre taxas de quadros voltou a ganhar força com The Blood of Dawnwalker, mas o tema está longe de ser novidade na indústria dos games. Em entrevista ao Eurogamer, Konrad Tomaszkiewicz, diretor do RPG da Rebel Wolves, comentou a crescente cobrança de parte da comunidade por experiências rodando a 120 FPS e afirmou que nem todo jogo precisa atingir esse patamar para oferecer uma jogabilidade de alta qualidade.

Segundo o desenvolvedor, a equipe compreende o desejo dos jogadores por desempenho cada vez maior. No entanto, ele acredita que a importância dos 120 FPS costuma ser superestimada em determinados gêneros, especialmente em RPGs de ação focados em exploração, narrativa e combate corpo a corpo.

“Quando você vê que o jogo já funciona bem, ou seja, que roda acima de 60 FPS, mas as pessoas continuam reclamando que não chega a 120 e que fica em 90 ou 70, é como… olha, eu entendo, mas o jogo é outra coisa. Não é um shooter, é um jogo em que isso não é tão importante. Mas se as pessoas querem um bom desempenho ou algo superior a um bom desempenho: tudo bem. Estamos trabalhando nisso e continuaremos trabalhando nisso.”

A declaração chamou atenção porque reflete uma discussão recorrente na atual geração de consoles. Com o avanço do hardware, muitos jogadores passaram a considerar os 120 FPS como um novo padrão desejável. Entretanto, para Tomaszkiewicz, é importante analisar cada título dentro de seu contexto.

RPG de ação possui prioridades diferentes

Em jogos de tiro competitivos, taxas de quadros mais elevadas podem oferecer vantagens concretas. A redução da latência, a maior fluidez dos movimentos e a melhor resposta dos controles podem fazer diferença em partidas disputadas, especialmente em cenários de eSports.

Já em The Blood of Dawnwalker, a proposta é completamente diferente. O título coloca os jogadores no papel de Coen, em uma aventura sombria que mistura fantasia, vampiros e um forte componente narrativo. Nesse tipo de experiência, fatores como direção artística, construção de mundo, qualidade da narrativa e profundidade do combate costumam ter um peso maior do que a busca por números extremos de desempenho.

Isso não significa que 120 FPS não tragam benefícios. A jogabilidade continua mais suave e responsiva em taxas mais altas. Ainda assim, o diretor argumenta que alcançar entre 70 e 90 FPS já representa um nível de desempenho bastante elevado para um RPG de ação desse porte.

Rebel Wolves continua trabalhando em otimizações

Apesar de relativizar a importância dos 120 FPS, Tomaszkiewicz deixou claro que a Rebel Wolves não pretende ignorar as solicitações da comunidade. O estúdio segue investindo em otimizações e melhorias técnicas para todas as plataformas.

Uma grande atualização prevista para outubro deve trazer ajustes de desempenho adicionais, com o objetivo de tornar a experiência ainda mais estável e fluida. Embora os detalhes completos do patch ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é que ele inclua melhorias voltadas tanto para consoles quanto para PC.

A discussão levantada pelo diretor também evidencia um dos principais desafios da atual geração: equilibrar qualidade visual e desempenho. Em muitos lançamentos recentes, os jogadores ainda precisam escolher entre modos gráficos focados em resolução e efeitos visuais ou modos voltados para taxas de quadros mais altas.

Enquanto esse equilíbrio continua sendo um desafio para os desenvolvedores, The Blood of Dawnwalker segue no centro do debate sobre até que ponto a busca por mais FPS realmente impacta a experiência em diferentes gêneros de jogos.

The Blood of Dawnwalker já está disponível para PC, PS5 e Xbox Series X|S.

 

✔Bora se inscrever no canal😉@guiadoed

Redes Sociais da Guia do ED:

Livepix:  @GUIA DO ED

Pagina Principal:  guiado_ed

Pagina do Facebook:  guiadoed

Grupo do WhatsApp:  Guia do ED

Pagina Principal:  Guia do ED

Sair da versão mobile