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Diretor de Yakuza 3 Kiwami se pronuncia sobre ator acusado de agressão sexual no remake

Yakuza Kiwami 3

Diretor de Yakuza 3 Kiwami + Dark Ties responde polêmica e explica escolha de ator acusado de agressão sexual

Após semanas de críticas intensas por parte da comunidade, o diretor de Yakuza 3 Kiwami + Dark Ties, Masayoshi Horii, finalmente comentou a decisão mais controversa envolvendo o remake: a escalação do ator japonês Teruyuki Kagawa para interpretar Goh Hamazaki.

O assunto ganhou força desde o anúncio oficial do elenco, principalmente porque Kagawa foi acusado por diversas mulheres de agressão sexual. Além disso, em 2022, o ator chegou a admitir publicamente um dos casos e pediu desculpas. Ainda assim, segundo relatos, uma das denunciantes afirmou que nunca recebeu retratação direta.

Mesmo diante disso, o estúdio decidiu manter o nome do ator no projeto. Agora, portanto, Horii revelou o motivo por trás da escolha — e deixou claro que a decisão foi tomada com base em impacto dramático.

Diretor admite que manter o elenco original seria “mais seguro”

Durante a entrevista, Horii reconheceu que manter o elenco original teria sido a decisão mais “tranquila” e, consequentemente, menos arriscada, principalmente para evitar reações negativas e novas polêmicas.

Por outro lado, segundo ele, seguir o caminho tradicional também limitaria o que a equipe queria alcançar com o remake. Assim, apesar de saber que a escolha poderia gerar críticas, o diretor afirmou que o estúdio preferiu seguir por uma rota mais ousada.

A ideia do estúdio: um vilão que cause desconforto real

De acordo com Horii, a escolha de Kagawa foi motivada por um fator criativo bem específico: encontrar alguém que fizesse o jogador olhar para o personagem e pensar automaticamente:

“Esse cara é perturbador.”

Ou seja, para o diretor, Hamazaki precisa transmitir uma sensação constante de incômodo. Afinal, o personagem é descrito como um yakuza insistente, viscoso e desagradável. Portanto, na visão do estúdio, era necessário alguém que conseguisse entregar essa presença com naturalidade.

Além disso, Horii destacou que o ator possui uma energia única em cena, capaz de transformar até momentos extremos em algo desconfortável e marcante.

“Há uma sensação pegajosa na atuação”, diz Horii

O diretor foi ainda mais direto ao justificar a decisão, afirmando que a atuação de Kagawa carrega uma característica que combina perfeitamente com o tom do personagem: um desconforto constante, quase “grudento”, que reforça o clima dramático.

“Quando tentamos pensar em alguém que nos fizesse pensar ‘Esse cara é perturbador’, naturalmente pensamos em Kagawa – esse foi o principal fator. A atuação do Kagawa é divertida de assistir. Mesmo quando ele está cortando as patas de um porco com uma faca de chef, há uma sensação pegajosa. Essa sensação permeia sua performance, trazendo frescor à cena e deixando tudo realmente divertido”, comentou o diretor.

Dessa forma, Horii deixou claro que, pelo menos do ponto de vista criativo, a escalação foi pensada para amplificar o impacto do vilão e, ao mesmo tempo, tornar a presença de Hamazaki mais memorável.

Reação da comunidade foi imediata e gerou hashtag viral

No entanto, apesar da explicação, a justificativa não diminuiu a dimensão do problema para parte do público. Desde que o nome de Kagawa foi anunciado, a comunidade reagiu de forma rápida e agressiva.

Logo depois, a hashtag #REMOVEKAGAWA viralizou nas redes sociais, acompanhada por uma onda de críticas e discussões. Além disso, uma petição online reuniu milhares de assinaturas pedindo a substituição do ator no remake.

Para piorar, outro ponto que aumentou ainda mais a revolta foi a acusação de que o estúdio estaria supostamente apagando comentários e tentando suprimir a hashtag nas redes sociais. Entretanto, isso nunca foi confirmado oficialmente, embora tenha circulado com força entre os fãs.

Sega e estúdio seguem sem comentar acusações contra o ator

Até então, nem o Ryu Ga Gotoku Studio nem a Sega haviam se pronunciado diretamente sobre a situação. Por isso, a fala de Horii é vista como a primeira resposta clara sobre o tema.

Mesmo assim, vale destacar que a declaração do diretor se limita ao lado criativo da decisão. Em nenhum momento ele aborda as acusações contra Kagawa, nem comenta se o estúdio chegou a discutir o impacto da escalação em termos de imagem pública.

Assim, embora a explicação esclareça o raciocínio artístico por trás da escolha, a polêmica continua viva — e, muito provavelmente, seguirá como um dos assuntos mais debatidos em torno de Yakuza 3 Kiwami + Dark Ties.

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