Ex-desenvolvedor revela: Nintendo evita criar novas franquias por considerar desnecessário
Nintendo prefere inovação em gameplay a novas franquias, diz ex-desenvolvedor
A Nintendo é reconhecida mundialmente por sua capacidade de inovar em gameplay, mas quase sempre isso acontece dentro de franquias já consolidadas. Segundo Ken Watanabe, ex-programador da empresa, a criação de novas IPs não é uma prioridade, pois não há uma necessidade real para isso no momento.
Foco nas mecânicas antes da franquia
De acordo com Watanabe, o desenvolvimento de novas ideias não começa pensando em qual série será usada, mas sim em como oferecer uma experiência inédita aos jogadores. “Novas franquias não têm surgido simplesmente porque não há uma necessidade real de criá-las. Quando a Nintendo quer fazer algo novo, é basicamente sobre as mecânicas de gameplay primeiro — sobre criar uma nova forma de jogar. Quanto à aparência ou à camada externa, eles não se preocupam muito com isso. Eles apenas escolhem o que melhor se encaixa nesse novo gameplay”, explicou o ex-desenvolvedor.
Essa abordagem demonstra que a Nintendo valoriza mais a inovação e a diversão do que a necessidade de ampliar seu portfólio de marcas. Ao desenvolver um novo conceito, a empresa prefere encaixá-lo em uma série já conhecida, garantindo que os jogadores sintam familiaridade e, ao mesmo tempo, experimentem algo novo.
Ocasionalmente surgem novas IPs
Apesar dessa tendência, a Nintendo ainda arrisca novas franquias de forma pontual, geralmente em projetos menores. Exemplos recentes incluem ARMS, que trouxe uma proposta única de combate com braços extensíveis, e Drag x Drive, que aposta em mecânicas inéditas dentro de um universo original. Esses casos mostram que, embora a prioridade seja trabalhar com séries consagradas, a empresa não ignora completamente a criação de novos mundos e personagens.
Estratégia centrada na diversão e inovação
Segundo Watanabe, o catálogo extenso de séries já consolidadas torna a necessidade de novas IPs menor. A Nintendo prefere concentrar seus esforços em oferecer experiências divertidas, originais e envolventes, mantendo seu legado de inovação enquanto aproveita o sucesso de marcas estabelecidas. Essa estratégia explica por que títulos clássicos continuam sendo revisitados com ideias frescas, sem a necessidade de reinventar o portfólio constantemente.











