Ex‑dev da Ubisoft rebate teorias conspiratórias e diz que DEI não causou crise na empresa
Ex-Dev da Ubisoft Refuta Teorias da Conspiração Sobre DEI
Recentemente, Kensuke Shimoda, ex-desenvolvedor da Ubisoft Osaka, criticou duramente as teorias da conspiração que circulam online, as quais atribuem os problemas financeiros e dificuldades de desenvolvimento da empresa francesa às suas iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). Além disso, ele ressaltou que tais especulações distorcem a realidade, desviando o foco dos verdadeiros desafios enfrentados pela companhia.
DEI Não é o Problema
O designer de games, que trabalhou na Ubisoft entre 2021 e 2024, afirmou inequivocamente que as iniciativas de DEI “não exerceram tanta influência” nos resultados da empresa. Pelo contrário, Kensuke explicou que essas ações foram, na verdade, beneficiais, especialmente porque ajudaram a Ubisoft a expandir-se em mercados emergentes, como América do Sul e Oriente Médio.
Ele ainda complementou que, embora muitas pessoas online espalhem boatos de que a queda da empresa estaria ligada à DEI, essa visão é incorreta. “Não vou citar nomes, mas estou chocado com a quantidade de pessoas que propagam informações falsas de que as ações da Ubisoft caíram por causa da sua dedicação à DEI”, comentou. Assim, fica claro que o problema real não se encontra nas políticas de diversidade, mas em outros fatores estruturais.
Síndrome da Grande Empresa: O Verdadeiro Problema
Em vez de culpar DEI, Kensuke apontou a chamada “Síndrome da Grande Empresa” como a verdadeira origem das dificuldades da Ubisoft. O termo, cunhado por Kazuma Tateisi, ex-presidente da OMRON, em 1987, descreve como empresas bem-sucedidas começam a declinar quando seus líderes se tornam obcecados em manter o status quo. Consequentemente, eles evitam estratégias arriscadas que, inicialmente, trouxeram sucesso.
Além disso, ele destacou que a taxa de rotatividade excessivamente baixa e a falta de líderes experientes agravam ainda mais a situação. Por isso, a responsabilidade pelos problemas da empresa recai sobre a gestão superior e não sobre políticas de diversidade e inclusão.
Conclusão
Portanto, com base em sua experiência interna, Kensuke Shimoda reforça que a Ubisoft deveria focar em aprimorar sua gestão sênior e desenvolver líderes capacitados. Ao mesmo tempo, é fundamental que a empresa continue promovendo DEI, já que essa iniciativa é positiva e, além disso, ajuda a conquistar novos públicos. Dessa forma, fica evidente que teorias conspiratórias não refletem a realidade e que uma análise mais cuidadosa é necessária para entender os desafios da gigante francesa de games.










