Ícone do site Portal de Games feito para quem gosta de diversão

Ex-produtor de Anthem defende o jogo e diz que estúdios precisam evoluir e tentar coisas novas

Anthem

Encerramento de Anthem reacende debate sobre seu desenvolvimento

A Electronic Arts recentemente encerrou definitivamente os servidores de Anthem, após anúncio feito em julho deste ano. Diante disso, o fechamento do jogo, que marcou uma das maiores apostas da EA na geração passada, reacendeu discussões sobre os erros e acertos do projeto. Nesse contexto, Mark Darrah, veterano da BioWare e produtor executivo do título, saiu em defesa da decisão do estúdio de criar o game, mesmo reconhecendo seus inúmeros problemas.

Em uma entrevista de aproximadamente 40 minutos ao YouTuber Destin Legarie, Darrah analisou com franqueza os fatores que comprometeram Anthem desde suas primeiras etapas de desenvolvimento. Com isso, ele destacou que, embora o jogo tivesse potencial, falhou em diversos aspectos essenciais.

Problemas de concepção afetaram o núcleo do jogo

Segundo Darrah, uma das maiores falhas ocorreu logo no início da concepção do projeto. Inicialmente, a equipe se inspirou em Diablo, quando na prática o gênero exigia uma base muito mais próxima de Destiny. Como consequência, essa escolha equivocada impactou diretamente o sistema de loot, o endgame e a capacidade de retenção de jogadores ao longo do tempo.

Portanto, Anthem nunca conseguiu oferecer um ciclo de progressão consistente, algo fundamental para jogos como serviço. Além disso, a falta de conteúdos relevantes no pós-jogo acabou afastando parte significativa da comunidade poucos meses após o lançamento.

Mecânicas de voo criaram desafios inesperados

Apesar de serem o elemento mais elogiado por jogadores e críticos, as mecânicas de voo também geraram sérios desafios de design. Segundo Darrah, a liberdade de movimentação obrigou os desenvolvedores a criarem inimigos quase exclusivamente com ataques à distância, já que os jogadores podiam simplesmente voar para longe de qualquer ameaça.

Além disso, no modo cooperativo, jogadores experientes conseguiam acelerar excessivamente o progresso de novatos, o que prejudicava o ritmo narrativo e a construção da experiência solo. Consequentemente, esse desequilíbrio afetou diretamente a imersão proposta pelo jogo.

EA tem culpa, mas não carrega toda a responsabilidade

Ao abordar a responsabilidade pelo fracasso comercial e crítico de Anthem, Darrah afirmou que a Electronic Arts tem “uma boa parte da culpa”, porém, reforçou que o problema não se resume à publisher. Além disso, ele rebateu críticas recorrentes de que a BioWare nunca deveria ter se aventurado fora do RPG single-player tradicional.

Para o veterano, a história do estúdio prova o contrário. De fato, a BioWare sempre evoluiu, assumiu riscos e buscou novos formatos, como aconteceu com Neverwinter Nights e Mass Effect. Assim, Anthem representou uma mudança grande demais, mas essa percepção só se tornou clara com o tempo.

BioWare Austin poderia ter mudado o rumo do projeto

Darrah também destacou que a BioWare Austin, responsável por Star Wars: The Old Republic, possuía mais experiência com jogos como serviço e deveria ter assumido o controle de Anthem mais cedo. Nesse sentido, o estúdio trabalhava em Anthem Next, uma reformulação ambiciosa que prometia novos modos, sistemas e conteúdos além das catástrofes e missões existentes.

No entanto, a falta de pessoal levou ao cancelamento do projeto em fevereiro de 2021, o que selou definitivamente o destino de Anthem e encerrou qualquer chance de recuperação do jogo.

✔Bora se inscrever no canal😉@guiadoed

Redes Sociais da Guia do ED:

Livepix:  @GUIA DO ED

Pagina Principal:  guiado_ed

Pagina do Facebook:  guiadoed

Grupo do WhatsApp:  Guia do ED

Pagina Principal:  Guia do ED

Sair da versão mobile