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Fortnite: Epic Games é processada por plágio em emote de dança

Fortnite

Acusação de plágio por coreografia usada sem permissão

A Epic Games voltou ao centro de uma polêmica judicial, desta vez por supostamente copiar uma coreografia protegida por direitos autorais e transformá-la em um emote pago no jogo Fortnite. O coreógrafo Felix Burgos entrou com o processo contra a Epic Games, alegando que a desenvolvedora usou seus movimentos de dança sem autorização.

De acordo com o processo, a Epic Games utilizou, sem permissão, trechos da coreografia criada por Felix Burgos para o videoclipe “Touching the Sky”, do cantor Rauw Alejandro. Posteriormente, a empresa adaptou esses movimentos como base para o emote de mesmo nome, lançado em Fortnite. Além disso, a Epic Games disponibilizou o item na loja do jogo por 500 V-Bucks — a moeda virtual utilizada na plataforma para transações de conteúdo cosmético.

Coreografia registrada e sucesso do videoclipe

Felix Burgos reforça que a coreografia em questão foi registrada oficialmente em 2024, mesmo ano em que o videoclipe foi lançado. Desde então, o clipe alcançou ampla visibilidade, acumulando mais de 9 milhões de visualizações no YouTube.

O coreógrafo afirma que a Epic não solicitou qualquer tipo de autorização, tampouco ofereceu compensação financeira pelo uso de sua obra coreográfica. Além disso, a empresa não ofereceu créditos ou menção ao criador, lucrando com a venda do emote sem reconhecer sua autoria.

Representação legal e precedentes judiciais

Atualmente, Felix Burgos conta com a representação do mesmo escritório de advocacia que, em 2023, processou com sucesso a Epic Games em nome do coreógrafo Kyle Hanagami. Naquela ocasião, Hanagami alegou que a empresa havia utilizado movimentos de sua coreografia em outro emote de Fortnite sem a devida autorização. Como resultado, venceu o caso, o que acabou criando um precedente jurídico relevante para litígios semelhantes envolvendo propriedade intelectual no meio digital.

Diante desse histórico jurídico recente, o novo processo pode, portanto, gerar consequências significativas — não apenas para a proteção dos direitos de coreógrafos, mas também para a maneira como empresas de jogos lidam com o uso de conteúdo de terceiros. Apesar da repercussão, a Epic Games ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

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