Líder da Rockstar elogia Larian por deixar Baldur’s Gate e focar em seu maior sucesso
Larian Studios abandona Baldur’s Gate para criar algo próprio
Para muitos fãs, foi uma grande surpresa quando a Larian Studios anunciou que não continuaria trabalhando com a licença de Dungeons & Dragons, mesmo após o enorme sucesso de Baldur’s Gate 3. No entanto, os motivos do estúdio eram claros: voltar a trabalhar em outro projeto de Dungeons & Dragons significaria submeter-se novamente à supervisão da Wizards of the Coast e da Hasbro, empresa controladora da licença. Por isso, os criativos da Larian decidiram investir em algo totalmente original, dando origem ao universo de Divinity.
Inicialmente, a equipe chegou a começar um novo projeto dentro de Dungeons & Dragons, mas rapidamente perceberam que o conceito não despertava inspiração criativa. Assim, mesmo diante da perspectiva de um sucesso praticamente garantido com Baldur’s Gate 4, os desenvolvedores decidiram seguir seu próprio caminho, priorizando, acima de tudo, a liberdade artística.
O respeito da indústria
O ex-desenvolvedor principal da Rockstar, Obbe Vermeij, expressou seu respeito pela decisão da Larian. Em entrevista ao GamesHub, ele comentou:
“É muito legal ver a Larian Studios, que acabou de fazer Baldur’s Gate 3, dizendo: ‘Não estamos com vontade de fazer Baldur’s Gate 4. Vamos fazer outro jogo’. Isso é ótimo para eles. Entretanto, é uma jogada ousada. Não é óbvio. Além disso, é muito arriscado. Seria mais fácil continuar fazendo o que já se faz.”
Vermeij tem razão. De fato, muitos estúdios preferem apostar apenas em suas franquias mais populares, porque a continuidade de séries conhecidas oferece um retorno financeiro praticamente garantido. Um exemplo disso são os quatorze jogos lançados da série Assassin’s Creed, para você ter uma ideia.
O desafio de inovar em grandes estúdios
Tendo trabalhado em Grand Theft Auto 3, 4 e San Andreas, Vermeij conhece bem a pressão para repetir fórmulas de sucesso. Além disso, ele liderou projetos que nunca saíram do papel, justamente porque a Rockstar priorizava suas propriedades consolidadas.
“A realidade é que, se você tem um estúdio com um jogo de enorme sucesso, simplesmente não faz sentido fazer mudanças radicais. Portanto, quaisquer ideias malucas que vocês tenham, deveríamos incorporá-las ao GTA em vez de lançar um jogo completamente novo”, afirmou ele.
Atualmente, a Rockstar mantém uma rotação clara entre Red Dead Redemption e Grand Theft Auto, e dessa forma, o longo ciclo de desenvolvimento de jogos AAA garante que essa estratégia continue por algum tempo.
Em resumo, a decisão da Larian demonstra coragem e visão, enquanto, por outro lado, a experiência de Vermeij evidencia como a indústria de games lida com o sucesso e o risco de inovação.










