A Capcom revelou que o sistema de combate de Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection foi desenvolvido com base em referências recentes do gênero RPG por turnos, com destaque para Metaphor: ReFantazio e Clair Obscur: Expedition 33. A informação surgiu em entrevista ao portal japonês Automaton, na qual a equipe detalhou quais inspirações ajudaram a moldar a nova experiência.
Capcom buscou referências atuais para modernizar o combate
Durante a conversa, o designer-chefe Daisuke Wakahara explicou que o estúdio analisou títulos de destaque dos últimos anos para entender como tornar a progressão mais dinâmica. Assim, a equipe buscou maneiras de manter o ritmo mais fluido, reduzindo etapas repetitivas. Ao mesmo tempo, o objetivo sempre foi preservar a profundidade estratégica que define o combate por turnos.
Além disso, Wakahara destacou que o mercado atual apresenta uma tendência cada vez mais evidente: jogadores querem evoluir de forma mais rápida, sem que o processo de subir de nível pareça cansativo. Portanto, a Capcom decidiu adotar soluções que oferecessem recompensas mais claras e constantes, mantendo a sensação de progresso.
Progressão mais rápida, porém sem perder a complexidade
De acordo com o desenvolvedor, Monster Hunter Stories 3 foi pensado para evitar aquela sensação tradicional de “grind” excessivo, algo comum em RPGs clássicos. Dessa forma, o jogador poderá avançar com mais naturalidade. Ainda assim, a Capcom reforça que não pretende simplificar o sistema apenas para acelerar o gameplay.
“Percebemos que há uma clara preferência por jogos que permitem aos jogadores progredir de forma fluida e rápida, sem que subir de nível pareça uma tarefa árdua. A ideia de que os jogadores devem receber algum tipo de recompensa por ações específicas que realizam tornou-se bastante refinada em toda a indústria, e fizemos questão de incorporar essa abordagem em nosso próprio jogo”, explicou Wakahara.
No entanto, ele ressaltou que a equipe também “se recusou a fazer concessões” quando o assunto é tornar as batalhas realmente satisfatórias e desafiadoras. Ou seja, a intenção é equilibrar acessibilidade e dificuldade, sem sacrificar a identidade do jogo.
Demo já evidencia influência de Metaphor: ReFantazio
Uma das mudanças mais claras, inclusive, já pode ser vista na nova demo do jogo. Nela, inimigos mais fracos podem ser derrotados diretamente no mapa, sem que o jogador precise entrar em batalhas por turnos. Nesse sentido, a ideia se aproxima bastante do que foi implementado em Metaphor: ReFantazio, já que o recurso mantém a exploração mais rápida e reduz interrupções.
Consequentemente, o jogador economiza tempo em confrontos menores e pode concentrar sua estratégia nos combates mais importantes. Além disso, a novidade reforça a proposta de manter o ritmo sempre ativo, algo valorizado em RPGs modernos.
Acessibilidade não significa jogo fácil, diz Capcom
Apesar dessas mudanças, a Capcom insiste que o foco não é “facilitar” Monster Hunter Stories 3. Pelo contrário, o estúdio afirma que a experiência continuará exigindo planejamento e decisões inteligentes. Inclusive, o diretor Kenji Oguro destacou que os momentos mais memoráveis surgem quando o jogador vence no limite.
“Essas situações, em que a vitória vem por pouco, são as mais empolgantes. Foi esse tipo de experiência que buscamos criar”, afirmou o diretor.
Assim, mesmo com uma progressão mais ágil, a Capcom promete manter o sentimento de tensão e recompensa que define as melhores batalhas.
Data de lançamento e plataformas confirmadas
Por fim, a Capcom confirmou que Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection será lançado em 13 de março de 2026. Além disso, o jogo terá versões para PC, PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e Xbox Series S|X.

