Nioh 3 no PS5: análise técnica revela limitações da Katana Engine
O Digital Foundry publicou recentemente uma análise detalhada de Nioh 3, e, dessa forma, destacou diversas limitações da Katana Engine, utilizada pela Team Ninja. Embora o jogo proponha um mundo mais aberto em comparação com seus antecessores, ele sofre com problemas visuais persistentes, afetando a experiência nos consoles da Sony onde foi testado.
Problemas visuais e performance
De acordo com a análise, Nioh 3 apresenta bugs visuais, pop-in de geometrias e inconsistências nas sombras durante a exploração de cenários abertos. Mesmo no modo Qualidade, com framerate travado em 30fps, esses problemas continuam presentes; entretanto, eles não comprometem completamente a jogabilidade. Ainda assim, a experiência geral não é tão fluida quanto se espera de um exclusivo moderno, e isso pode impactar jogadores mais exigentes.
Modos de desempenho e diferenças entre consoles
Tanto o PS5 padrão quanto o PS5 Pro oferecem duas principais opções de desempenho:
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Performance: voltado para 60fps
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Resolução: limitado a 30fps
As configurações gráficas são, portanto, bastante similares entre as versões. Contudo, o PS5 Pro se destaca por apresentar reflexos screen-space mais definidos e uma distância de renderização de sombras ligeiramente maior. Além disso, diferentemente de Rise of the Ronin, Nioh 3 não oferece suporte a ray-tracing para reflexos, o que pode decepcionar jogadores que esperavam efeitos visuais mais avançados.
Resolução e tecnologia de upscaling
A resolução nativa varia consideravelmente entre as plataformas:
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PS5 Pro: 792p a 1296p no modo Performance, chegando a 1440p no modo Resolução
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PS5 padrão: 720p a 1152p no modo Performance, 1152p fixos no modo Resolução
Além disso, a diferença mais notável está na tecnologia de upscaling. Enquanto o PS5 Pro utiliza o recém-implementado PSSR da Sony, o PS5 padrão recorre ao FSR. Consequentemente, o PS5 Pro oferece imagens mais estáveis, com detalhes mais nítidos e menos tremulação em elementos como cabelos, folhagens e armaduras. Mesmo assim, o PSSR também introduz suavizações em cenas estáticas e reflexos menos consistentes durante mudanças dinâmicas de resolução no modo Performance.
Recomendação de uso
Por essas razões, o Digital Foundry recomenda fortemente o modo Performance (60fps) para ambos os consoles, já que a maioria das situações de combate consegue manter essa taxa de quadros, apresentando apenas quedas momentâneas. Além disso, o uso de um monitor com suporte a VRR (taxa de atualização variável) ajuda a suavizar essas oscilações. Por outro lado, o modo de 30fps apresenta problemas de frame pacing e aumento no tempo de resposta aos comandos, tornando a experiência menos fluida do que o esperado.
Experiência geral: inconsistências persistentes
Assim, de forma geral, Nioh 3 entrega uma experiência inconsistente. Embora seja exclusivo de PS5 e PC, a Katana Engine demonstra estar defasada para padrões modernos. Consequentemente, assim como ocorreu em Rise of Ronin, os jogadores precisam estar preparados para uma certa falta de polimento ao explorar o mundo, especialmente em cenários abertos com muitos elementos gráficos em ação.

