A decisão de manter telas de carregamento no remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time chamou a atenção dos jogadores após a divulgação do primeiro gameplay. Embora o projeto aproveite o hardware do Nintendo Switch 2 para modernizar os visuais e introduzir novas mecânicas, algumas transições entre áreas ainda são acompanhadas por telas de loading.
Segundo o produtor Eiji Aonuma, a escolha foi intencional e tem como objetivo preservar parte da sensação proporcionada pelo jogo original. A explicação, no entanto, acabou gerando uma discussão entre os fãs, especialmente porque o novo hardware da Nintendo poderia, em teoria, permitir transições muito mais suaves.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time remake
— Wario64 (@Wario64) September 8, 2026
loading times/screen still in the game between areas, added intentional to preserve feel of the game
Threads of Time show progress/objectives
Tapestry is updated throughout game progression
Dashing move after rolling pic.twitter.com/acv4EIUA47
Nas redes sociais, diversos jogadores questionaram por que uma característica associada às limitações técnicas do Nintendo 64 precisaria ser reproduzida em um remake desenvolvido décadas depois. Alguns usuários chegaram a comparar a decisão com Metal Gear Solid Delta: Snake Eater e Starfield, dois jogos que também foram alvo de críticas relacionadas à quantidade de telas de carregamento.
Por outro lado, a decisão também encontrou defensores. Alguns jogadores destacaram que os carregamentos de Ocarina of Time são bem diferentes daqueles encontrados em Starfield, já que aparecem principalmente durante a transição entre áreas maiores. Dessa forma, alguns segundos de espera não necessariamente comprometeriam o ritmo da aventura e poderiam até funcionar como uma pequena referência nostálgica para quem teve contato com o jogo original.
A discussão ganhou ainda mais força porque o remake aparentemente não reproduz todas as limitações técnicas presentes na versão de 1998. A demonstração revelou que determinadas áreas que anteriormente exigiam carregamentos agora conseguem apresentar transições mais contínuas. Isso fez com que parte do público questionasse por que algumas telas foram preservadas enquanto outras aparentemente foram eliminadas.
A comparação com Starfield
Vão criticar Zelda tbm por causa do Loading ou isso só vale quando era o Starfield? https://t.co/fLWHFoMQid
— GostKKKK (@oTalGhost) September 8, 2026
A presença das telas de carregamento também trouxe Starfield novamente para o centro da discussão. Nas redes sociais, alguns usuários acusaram os fãs da Nintendo de adotarem dois pesos e duas medidas, lembrando que o RPG espacial da Bethesda foi duramente criticado justamente por suas interrupções frequentes durante a exploração.
A comparação, entretanto, também encontrou resistência. Muitos jogadores argumentaram que Ocarina of Time não possui a mesma proposta de exploração contínua de Starfield. No remake, os carregamentos parecem estar concentrados principalmente em mudanças entre áreas distintas, enquanto o título da Bethesda utiliza telas de loading em uma variedade maior de situações, incluindo entradas em edifícios e outras transições.
Por isso, para parte dos jogadores, o problema não está necessariamente na existência de uma tela de carregamento, mas na maneira como ela é utilizada. Uma espera curta durante a passagem entre grandes áreas pode ter pouco impacto na experiência, enquanto interrupções frequentes ao longo da exploração podem prejudicar consideravelmente o ritmo da aventura.
Nostalgia ou limitação técnica?
Apesar das diferentes opiniões, a justificativa de Aonuma continua sendo o ponto mais controverso da discussão. Enquanto alguns fãs acreditam que a Nintendo realmente pretende recriar parte da experiência do original, outros consideram que a explicação de “nostalgia” não é convincente para justificar uma característica que, em 1998, estava diretamente relacionada às limitações do hardware do Nintendo 64.
Também há jogadores que entendem que a Nintendo sequer precisaria justificar a presença dos carregamentos. Caso as telas durem apenas alguns segundos e sejam utilizadas somente em momentos específicos, elas dificilmente seriam capazes de comprometer a experiência. Nesse cenário, o debate estaria mais relacionado à justificativa apresentada pela empresa do que ao impacto real dos carregamentos durante a aventura.
No fim, a reação dos jogadores mostra como até mesmo pequenos detalhes podem gerar discussões quando se trata de um remake de um dos jogos mais importantes da história da Nintendo. A expectativa agora é descobrir se as telas de carregamento terão impacto perceptível na experiência completa ou se funcionarão apenas como breves transições entre diferentes regiões de Hyrule.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado exclusivamente para Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026. O projeto promete recriar o clássico de 1998 para uma nova geração, combinando a aventura original com visuais aprimorados e novos recursos desenvolvidos especificamente para o console.*

