Resident Evil Requiem inaugura nova geração do PSSR no PS5 Pro
Antes de tudo, a Sony confirmou oficialmente que Resident Evil Requiem é o primeiro título a utilizar a nova geração do PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution) no PS5 Pro. Com isso, a empresa não apenas apresenta uma evolução técnica relevante, como também responde diretamente às críticas direcionadas à versão anterior do recurso. Além disso, a novidade reforça a estratégia da marca de aproximar o desempenho do console das soluções mais avançadas disponíveis no PC.
Evolução técnica baseada no FSR4
Em seguida, vale destacar que o novo PSSR se baseia no FSR4, desenvolvido pela AMD. Dessa forma, a Sony passa a adotar técnicas mais modernas de aprendizado de máquina para reconstrução de imagem. Assim, a promessa permanece clara: entregar qualidade próxima ao 4K nativo mesmo partindo de resoluções internas significativamente menores.
Enquanto a primeira geração enfrentava dificuldades em cenários com ray tracing, agora a nova versão busca oferecer maior estabilidade temporal. Além do mais, a preservação de detalhes finos evoluiu consideravelmente. Consequentemente, ruídos e artefatos visuais tendem a aparecer com menor frequência, especialmente em cenas de iluminação complexa.
4K reconstruído a partir de pouco mais de 1080p
No caso de Resident Evil Requiem, especificamente, o modo com ray tracing opera a partir de uma resolução interna pouco acima de 1080p. Ainda assim, por meio do novo PSSR, a imagem é reconstruída para 4K a 60 FPS. Portanto, mesmo com cerca de um quarto da contagem de pixels nativa, o resultado surpreende positivamente.
De acordo com análises iniciais, detalhes como costuras nas roupas, texturas metálicas e textos pequenos em placas ambientais aparecem com boa definição em telas 4K. Além disso, a nitidez das bordas demonstra avanço considerável em comparação ao PSSR original. Por consequência, a imagem se mostra mais estável, limpa e convincente.
Comparações com DLSS e FSR4
Ao mesmo tempo, comparações realizadas pela Digital Foundry indicam que o novo PSSR se posiciona de maneira competitiva frente ao DLSS e ao próprio FSR4. Em cenários com movimentação intensa, por exemplo, as soluções de PC ainda mantêm leve vantagem na preservação de microdetalhes. Por outro lado, em determinadas situações, o upscaler da Sony apresenta menos ghosting, o que contribui para maior estabilidade visual.
Histórico da primeira geração
Porém, é importante lembrar que a primeira geração do PSSR apresentou resultados inconsistentes. Em Final Fantasy VII Rebirth e Stellar Blade, por exemplo, o desempenho foi amplamente elogiado. Entretanto, em títulos como Silent Hill 2 e Silent Hill f, surgiram críticas relacionadas a ruídos excessivos, instabilidade na iluminação e artefatos visuais perceptíveis.
Função em nível de sistema amplia o alcance
Além das melhorias técnicas, o novo PSSR também poderá ser ativado por meio da opção “Enhance PSSR Image Quality” no nível de sistema do PS5 Pro. Dessa maneira, jogadores poderão substituir versões antigas do upscaler em jogos compatíveis. Assim, mesmo sem atualizações específicas dos desenvolvedores, parte do catálogo poderá se beneficiar da nova tecnologia. Consequentemente, abre-se a possibilidade de uma melhoria ampla e consistente na biblioteca do console.
Cautela antes das conclusões finais
Ainda que os resultados iniciais sejam promissores, recomenda-se cautela. Afinal, Resident Evil Requiem representa apenas o primeiro caso prático da nova geração do PSSR. Portanto, a qualidade final poderá variar de acordo com a implementação em cada jogo, sobretudo em títulos que utilizem resoluções internas abaixo de 1080p. Ainda assim, até o momento, os indícios apontam que a Sony finalmente alcançou o nível de upscaling esperado para o PS5 Pro.