Capcom esclarece o formato de Resident Evil Requiem
Antes de tudo, a Capcom finalmente respondeu a uma das dúvidas mais recorrentes entre os fãs: Resident Evil Requiem não será um jogo de mundo aberto. Dessa vez, a confirmação veio de forma direta por meio do produtor Masato Kumazawa, em entrevista ao GameSpot. Assim, após meses de especulações, o estúdio deixa claro que o novo capítulo da franquia seguirá um caminho mais tradicional, ao invés de aderir completamente às tendências atuais da indústria.
Manutenção das raízes do survival horror
De acordo com Kumazawa, Resident Evil Requiem foi concebido com base nas fundações clássicas da série, porém, ao mesmo tempo, evoluindo seus conceitos de forma cuidadosa. Portanto, em vez de apostar em mapas gigantescos e excessivamente abertos, o jogo contará com áreas mais controladas e densamente trabalhadas. Como resultado, a atmosfera de tensão e horror permanece constante, sem distrações desnecessárias.
Além disso, essa abordagem permite um controle mais preciso do ritmo da experiência. Consequentemente, cada ambiente é usado para reforçar o medo, a sensação de isolamento e a escassez de recursos. Dessa maneira, o jogador se mantém sempre em estado de alerta, algo essencial para o DNA da franquia.
Influência direta de Resident Evil 2 e Resident Evil 4
Ao mesmo tempo, o produtor revelou que Resident Evil Requiem se inspira diretamente em Resident Evil 2 e Resident Evil 4, dois dos títulos mais aclamados da saga. Por um lado, o jogo herda a tensão e o foco na sobrevivência vistos em RE2. Por outro, incorpora a fluidez e o dinamismo presentes em RE4. Ainda assim, a Capcom optou por modernizar essas ideias com base nas experiências recentes da série.
Assim sendo, o objetivo é equilibrar nostalgia e inovação. Enquanto muitos jogos apostam em mundos abertos extensos, Resident Evil Requiem prefere oferecer uma experiência mais concentrada, porém intensa e memorável.
Dois protagonistas e ritmos diferentes
Além disso, a presença de dois protagonistas jogáveis reforça ainda mais essa proposta híbrida. Por exemplo, as seções protagonizadas por Grace seguem um estilo mais próximo de Resident Evil 2. Nesse caso, a ênfase está na exploração cautelosa, no gerenciamento de recursos e na sobrevivência.
Em contrapartida, os momentos em que o jogador controla Leon remetem claramente a Resident Evil 4. Nesse sentido, a jogabilidade se torna mais dinâmica, com maior foco na ação e em confrontos diretos. Dessa forma, o jogo alterna ritmos de maneira orgânica, mantendo a experiência sempre envolvente.
Evolução técnica e exploração controlada
Por fim, do ponto de vista técnico, Resident Evil Requiem aproveita o aprendizado adquirido com Resident Evil 7 e Resident Evil Village. Assim, tanto a base tecnológica quanto as decisões de design refletem uma evolução consistente. Embora não seja um mundo aberto, o título permitirá exploração moderada e backtracking, incentivando o retorno a áreas já visitadas para descobrir segredos e novos caminhos.
Data de lançamento e plataformas
Por último, Resident Evil Requiem será lançado em 27 de fevereiro de 2026 para PC, PlayStation 5, Xbox Series S|X e Nintendo Switch 2. Portanto, a Capcom reafirma seu compromisso em entregar um jogo fiel às origens da franquia, mas, ao mesmo tempo, atualizado para a nova geração.

