Logo após anos de especulação, um novo rumor voltou a movimentar os fãs de RPGs clássicos, especialmente aqueles que acompanham a franquia Baldur’s Gate desde os seus primórdios. Dessa vez, as informações indicam que um remake de Baldur’s Gate 2 estaria em desenvolvimento dentro da Wizards of the Coast, trazendo consigo um elemento que, sem dúvida, aumenta ainda mais a expectativa: o retorno de Kevin Martens, co-designer original do jogo.
Possível retorno duplo com Baldur’s Gate 1
Além disso, segundo apuração do PC Gamer, há fortes indícios de que o projeto não se limita apenas ao segundo título. Isso porque Baldur’s Gate 2 é uma continuação direta do primeiro jogo, o que, consequentemente, torna mais lógico que ambos recebam o mesmo tratamento. Dessa forma, as fontes apontam que os dois remakes estariam sendo desenvolvidos simultaneamente.
Com isso em mente, caso essa informação se confirme, o lançamento conjunto dos dois títulos poderia representar um pacote extremamente robusto. Afinal, somando as campanhas principais e conteúdos adicionais, os jogadores teriam acesso a centenas de horas de aventura ambientadas no universo de Dungeons & Dragons. Portanto, não se trata apenas de nostalgia, mas também de uma proposta de valor significativa para novos e antigos jogadores.
Kevin Martens e sua trajetória na indústria
Ao mesmo tempo, o possível envolvimento de Kevin Martens adiciona peso ao projeto. Isso porque seu histórico dentro da BioWare é bastante relevante. Ele não apenas atuou como co-designer em Baldur’s Gate 2, como também participou de outros projetos importantes, como Jade Empire e a expansão Throne of Bhaal.
Além disso, Martens contribuiu em títulos como Neverwinter Nights e Mass Effect, o que reforça ainda mais sua experiência com RPGs complexos e narrativos. Posteriormente, em 2009, ele deixou a BioWare para integrar a Blizzard, onde trabalhou como designer de conteúdo em Diablo 3.
Curiosamente, antes mesmo desses rumores surgirem, Martens já havia retornado ao ecossistema da Wizards of the Coast. Ele estava envolvido com o desenvolvimento de Exodus, um RPG com características semelhantes a Mass Effect, dentro da Archetype Entertainment. Portanto, sua possível transição para o remake de Baldur’s Gate 2 parece um movimento bastante natural.
Estratégia da Hasbro após Baldur’s Gate 3
Por outro lado, é impossível ignorar o contexto corporativo por trás dessa decisão. A Hasbro, empresa-mãe da Wizards of the Coast, vem enfrentando dificuldades para capitalizar o enorme sucesso de Baldur’s Gate 3. Inclusive, a situação se tornou ainda mais delicada após demissões significativas envolvendo equipes relacionadas ao projeto.
Além disso, recentemente a empresa também cancelou um jogo de Dungeons & Dragons que estava em desenvolvimento pela Giant Skull, estúdio liderado por Stig Asmussen. Consequentemente, o portfólio atual da marca ficou mais limitado, restando apenas Warlock como projeto confirmado — e, ainda assim, com uma proposta bem diferente dos RPGs clássicos da franquia.
Diante desse cenário, revisitar os títulos originais surge como uma alternativa estratégica. Em vez de assumir os riscos de desenvolver um Baldur’s Gate 4 do zero, a empresa poderia apostar em remakes que já possuem uma base sólida e consolidada. Ao mesmo tempo, essa abordagem permitiria ganhar tempo para planejar o futuro da franquia, especialmente após o afastamento da Larian Studios.

