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SEGA reforça aposta em vendas digitais e PC, mas garante que não abandonará os jogos físicos

Sega

A SEGA está acelerando sua transição para o mercado digital, mas sem romper completamente com a mídia física. Em entrevista à Famitsu, o presidente da companhia, Shuji Utsumi, explicou como a empresa enxerga o futuro da distribuição de seus jogos e deixou claro que o PC terá um papel cada vez mais importante nessa estratégia global.

Segundo o executivo, a digitalização é uma etapa fundamental para o crescimento da empresa, especialmente em um cenário onde o público de PC continua expandindo em diversas regiões do mundo.

“Quando se trata de títulos que chamamos de jogos completos para consoles e PCs, acreditamos que uma mudança para o digital é crucial”, afirmou Utsumi.

De acordo com ele, embora os consoles continuem sendo uma parte importante do negócio, o crescimento constante da base de jogadores de PC abre novas oportunidades para a SEGA alcançar mercados que tradicionalmente não possuem forte presença de hardware dedicado.

“É claro que os consoles são importantes, mas a proporção de pessoas que jogam em PCs está aumentando constantemente. Mesmo em áreas onde os consoles não são amplamente disponíveis, há muitas pessoas que dizem: ‘Eu posso jogar no PC’”, explicou.

Além disso, Utsumi destacou que a expansão da distribuição digital permite que a empresa opere de forma mais global e alcance consumidores em diferentes territórios sem as limitações impostas pela logística tradicional.

“Para cultivar esse mercado, acreditamos que é importante fortalecer nossa digitalização. Tendemos a pensar a partir de uma perspectiva física, então acho que precisamos estar mais conscientes do digital e nos tornarmos mais globais”, acrescentou.

SEGA não pretende abandonar os jogos físicos

Apesar da forte aposta no digital, a SEGA não planeja encerrar o suporte à mídia física tão cedo. Utsumi ressaltou que a companhia ainda valoriza esse formato e pretende equilibrar os dois modelos de negócio durante os próximos anos.

“Originalmente, éramos um provedor de plataforma e, claro, ainda valorizamos a cultura da mídia física”, disse o executivo. “Em vez de abandonarmos isso completamente, estamos nos desafiando a mudar para que possamos pensar e agir sobre os aspectos importantes da mídia digital em paralelo.”

A declaração chega em um momento de grande transformação na indústria dos games. O debate entre mídia física e distribuição digital se intensificou nos últimos anos, especialmente após movimentos de grandes empresas em direção a um futuro cada vez mais digital.

Para as publicadoras, o modelo digital oferece vantagens significativas. Além de aumentar as margens de lucro ao eliminar custos de fabricação e distribuição, ele também amplia o alcance global dos lançamentos e reduz a dependência de intermediários. Como resultado, cada vez mais empresas vêm priorizando vendas digitais em suas estratégias de longo prazo.

Por outro lado, muitos jogadores continuam defendendo a preservação da mídia física, seja pelo valor de coleção, pela possibilidade de revenda ou pela garantia de posse permanente dos jogos adquiridos.

Equilíbrio entre tradição e futuro

A posição adotada pela SEGA reflete sua própria história dentro da indústria. Antes de se tornar uma das maiores publicadoras third-party do mercado, a empresa foi responsável por consoles icônicos como Mega Drive, Saturn e Dreamcast, construindo uma forte conexão com a cultura da mídia física.

Agora, enquanto busca expandir sua presença no PC e aumentar a participação das vendas digitais, a companhia tenta encontrar um equilíbrio entre inovação e tradição. Dessa forma, a SEGA pretende acompanhar a evolução do mercado sem deixar de atender os consumidores que ainda valorizam as edições físicas, uma estratégia que pode ajudá-la a atravessar essa transição de forma mais gradual e menos controversa.

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