Lançado em acesso antecipado em setembro de 2025, o reboot free-to-play de Skate marcou uma nova fase para a franquia, agora desenvolvida pela Full Circle e publicada pela Electronic Arts. Desde então, o título vem recebendo atualizações frequentes; além disso, a proposta de evolução contínua sempre foi apresentada como um dos pilares do projeto. No entanto, com a aproximação da terceira temporada, prevista para março, uma nova polêmica passou a dominar as discussões da comunidade.
Nova temporada, nova área e, ao mesmo tempo, nova controvérsia
Primeiramente, a grande novidade da temporada é a chegada da Ilha de Grom. A área promete expandir o mapa com novos pontos de exploração; além disso, adiciona locais exclusivos para manobras e linhas mais técnicas. Dessa forma, o conteúdo surge como um incentivo para jogadores que buscam desafios inéditos e maior liberdade criativa.
Entretanto, apesar da empolgação inicial, a forma como o acesso será liberado rapidamente gerou questionamentos. Isso porque, diferentemente do que muitos esperavam, a nova região não ficará totalmente disponível para todos os jogadores desde o lançamento.
Acesso antecipado pago intensifica críticas
Conforme divulgado, entre os dias 10 de março e 14 de abril, apenas usuários com o Passe Premium terão acesso antecipado e ilimitado à Ilha de Grom. Enquanto isso, os demais jogadores poderão explorar o local apenas entre 14 de abril e 5 de maio, ainda assim por tempo restrito.
Posteriormente, após esse período, quem não adquirir o Passe Premium precisará desembolsar 500 Rip Chips — a moeda oficial do jogo — para garantir um passe válido por apenas 24 horas. Ou seja, embora o jogo mantenha sua estrutura gratuita, o acesso contínuo à nova área dependerá de investimento adicional.
Diante desse cenário, parte da comunidade demonstrou forte insatisfação. Muitos usuários, inclusive, relembraram declarações anteriores da Electronic Arts, nas quais a empresa indicava que a monetização se concentraria apenas em itens cosméticos opcionais. Assim, na visão desses jogadores, a limitação de uma área jogável representa uma mudança significativa na proposta inicial.
Estúdio responde, mas mantém decisão
Em resposta às críticas, a Full Circle afirmou que ajustes fazem parte do desenvolvimento em acesso antecipado; além disso, declarou que “às vezes os planos precisam mudar” quando o projeto evolui em espaço público. Ainda assim, o estúdio não confirmou qualquer recuo na estratégia apresentada.
Portanto, ao menos por enquanto, a decisão permanece válida. Consequentemente, jogadores interessados em explorar livremente a Ilha de Grom precisarão investir no Passe Premium ou gastar Rip Chips periodicamente.
Assim, a situação reacende o debate sobre monetização em jogos free-to-play; ao mesmo tempo, levanta questionamentos sobre até que ponto conteúdos adicionais devem permanecer acessíveis sem barreiras financeiras.