Stranger Than Heaven, novo projeto da RGG Studio, recebeu uma extensa demonstração de gameplay apresentada pela própria SEGA, oferecendo aos fãs uma visão mais clara de seu ambicioso sistema de combate. A transmissão ao vivo, publicada no canal oficial da empresa, detalha as principais mecânicas do jogo e mostra como o estúdio pretende entregar uma experiência bastante diferente daquela vista na franquia Yakuza/Like a Dragon.
A apresentação foi criada justamente para responder às dúvidas da comunidade após os primeiros trailers. O destaque fica para a mecânica que permite controlar individualmente os membros do protagonista Makoto Daito, criando um sistema de luta mais técnico, estratégico e exigente do que os jogos anteriores da desenvolvedora.
RGG Studio aposta em uma abordagem totalmente nova
Ao contrário do que muitos imaginavam, a RGG Studio não está apenas adaptando o tradicional combate de ação que popularizou a série Yakuza. Em vez disso, o estúdio desenvolveu uma estrutura inédita que coloca o controle direto dos movimentos de Makoto nas mãos do jogador.
A livestream começa com um tutorial explicando os conceitos básicos do sistema. A partir dos 12 minutos de vídeo, a demonstração passa a mostrar situações práticas, incluindo exploração dos cenários, confrontos contra múltiplos inimigos e batalhas envolvendo armas brancas.
Durante a apresentação, os desenvolvedores explicam cada mecânica em detalhes, tornando o sistema muito mais compreensível do que parecia nos primeiros materiais divulgados. Como resultado, o combate transmite uma sensação de profundidade sem parecer excessivamente complicado.
Como funciona o combate de Stranger Than Heaven?
A principal diferença está no controle independente dos lados esquerdo e direito do corpo de Makoto. Em vez de executar combos pré-programados, o jogador cria suas próprias sequências de golpes em tempo real.
Os comandos funcionam da seguinte forma:
- LB/RB: ataques leves com o braço esquerdo e direito.
- LT/RT: ataques pesados com o braço esquerdo e direito.
- Os golpes podem ser combinados livremente para formar combos personalizados.
- É possível segurar os botões para carregar ataques mais poderosos.
- Os dois lados do corpo podem ser utilizados simultaneamente para agarrar, derrubar ou imobilizar adversários.
Essa liberdade faz com que cada confronto tenha um ritmo mais dinâmico e imprevisível.
Defesa e contra-ataques exigem precisão
Além da ofensiva, a defesa desempenha um papel fundamental. Makoto pode bloquear, esquivar e aparar ataques, exigindo atenção constante ao comportamento dos inimigos.
Um dos recursos mais interessantes é a possibilidade de utilizar um lado do corpo para defender enquanto o outro prepara um contra-ataque imediato. Os parries também são direcionais, obrigando o jogador a identificar a origem dos golpes antes de reagir.
Mesmo quando é derrubado, o protagonista não fica totalmente vulnerável. Ele pode continuar se defendendo no chão até recuperar resistência suficiente para voltar à luta.
Armas possuem peso e comportamento próprios
As armas também terão grande importância na experiência. A demonstração confirmou a presença de facas, martelos, espadas, pés-de-cabra e diversos outros equipamentos.
Cada arma apresenta movimentos exclusivos e características próprias. Além disso, o peso dos objetos influencia diretamente o combate. Um golpe errado com uma arma pesada, por exemplo, pode desequilibrar Makoto e criar uma abertura perigosa para os inimigos.
Essa abordagem torna as batalhas mais realistas e estratégicas, aproximando o jogo de uma luta cinematográfica. Em vez de simplesmente pressionar botões rapidamente, será necessário avaliar cada ação, escolher o momento certo para atacar e aproveitar as brechas deixadas pelos adversários.
Data de lançamento e plataformas
Stranger Than Heaven será lançado em 15 de janeiro de 2027 para:
- PlayStation 5
- Xbox Series X|S
- PC (Steam)
Além disso, o título chegará ao Xbox Game Pass já no lançamento e contará com suporte ao Xbox Play Anywhere, permitindo que os jogadores alternem entre PC e Xbox mantendo o progresso compartilhado.

