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Switch 2 terá “remaster automático” para jogos do primeiro console, diz Digital Foundry

Nintendo Switch 2

O Nintendo Switch 2 ganhou recentemente um recurso chamado “boost no modo portátil” que, segundo análises da Digital Foundry, funciona quase como um verdadeiro “remaster automático” para grande parte do catálogo da geração anterior. Além disso, ao ativar a função, o console passa a utilizar todo o seu hardware mais avançado mesmo fora do modo dock, fazendo com que o desempenho no modo portátil se aproxime bastante da experiência em uma TV. Dessa forma, o salto em relação ao primeiro Nintendo Switch se torna evidente.

Resolução e desempenho: o que muda na prática

Em primeiro lugar, jogos first-party ou bem otimizados que rodavam a 720p no modo portátil agora podem alcançar até 1080p nativos. Com isso, títulos como Mario Kart 8 Deluxe e Luigi’s Mansion 3 passam a apresentar uma imagem significativamente mais nítida. Além disso, a nova tela do console contribui para uma melhor percepção de detalhes, tornando a experiência visual mais refinada.

Por outro lado, jogos que utilizavam resoluções internas muito baixas e não contavam com TAA também demonstram ganhos consideráveis. Nesse sentido, Persona 5 Royal e Yoshi’s Crafted World exibem bordas mais limpas e elementos mais definidos. Consequentemente, a leitura visual se torna mais clara, principalmente em cenas mais complexas.

Além disso, títulos mais exigentes, que dependiam de resolução dinâmica agressiva combinada com TAA — como DOOM, DOOM Eternal e Wolfenstein II: The New Colossus — também se beneficiam. Nesses casos, não apenas há aumento de resolução, como também passam a ser exibidas configurações gráficas mais avançadas, anteriormente limitadas ao modo docked.

Ganhos de performance mais evidentes

Além das melhorias visuais, o desempenho também recebe um upgrade significativo. De acordo com a Digital Foundry, alguns jogos apresentam avanços bastante expressivos na taxa de quadros. Por exemplo, Resident Evil 5, que no Switch original operava com framerate desbloqueado entre 20 e 30 fps, passa a atingir cerca de 50 fps no novo modo portátil.

Dessa maneira, a jogabilidade se torna mais fluida e responsiva. Como resultado, a experiência geral melhora não apenas visualmente, mas também em termos de controle e precisão — algo especialmente relevante em jogos de ação.

O custo do ganho: bateria

Por fim, apesar de todos os avanços, existe um ponto negativo importante. Em contrapartida ao ganho de desempenho, o consumo de energia aumenta consideravelmente. Segundo os testes, a ativação do modo portátil aprimorado pode reduzir a autonomia da bateria em cerca de 25%.

Ainda assim, vale destacar que, mesmo com essa limitação, o recurso continua sendo extremamente vantajoso. Afinal, não há necessidade de atualizações por parte das desenvolvedoras. Portanto, na prática, o Nintendo Switch 2 consegue revitalizar sua biblioteca de forma automática, oferecendo uma experiência que, em muitos casos, se aproxima de verdadeiros remasters.

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