A Ubisoft voltou ao centro das discussões sobre monetização nos games. Desta vez, porém, o motivo não envolve apenas as microtransações de Assassin’s Creed Black Flag Resynced, mas também uma mudança silenciosa em seu relatório financeiro mais recente. A empresa removeu uma declaração que havia gerado forte repercussão em 2025: a afirmação de que microtransações tornam seus jogos “mais divertidos”. A alteração foi identificada pelo jornalista Stephen Totilo e rapidamente chamou a atenção da comunidade.
Microtransações de Assassin’s Creed Black Flag Resynced geram críticas
O remake do clássico lançado originalmente em 2013 chegou ao mercado brasileiro por R$ 299,99. No entanto, poucos dias após o lançamento, jogadores descobriram que o título também oferecia cerca de R$ 424,91 em conteúdos adicionais por meio de microtransações.
Embora parte desses itens seja composta por elementos cosméticos, outra parcela oferece vantagens relacionadas à progressão. Na prática, os jogadores podem acelerar o avanço no jogo por meio de compras opcionais, reduzindo o tempo necessário para desbloquear determinados recursos.
Como resultado, a recepção da comunidade foi bastante negativa. Nas redes sociais, fóruns e plataformas de avaliação, muitos usuários criticaram a estratégia adotada pela Ubisoft. Além disso, o jogo passou a sofrer review bombing no Steam, refletindo a insatisfação de parte do público com o modelo de monetização implementado.
Ubisoft defende conteúdo adicional opcional
Em resposta às críticas, a Ubisoft reforçou que nenhum conteúdo essencial está bloqueado atrás de pagamentos extras. Segundo a empresa, a edição padrão oferece acesso completo à experiência principal.
De acordo com o comunicado oficial, todas as missões, ilhas, elementos da campanha e conteúdos centrais estão disponíveis sem custos adicionais. Dessa forma, os pacotes vendidos separadamente seriam apenas complementos opcionais para quem deseja personalizar a experiência ou acelerar determinadas atividades.
A companhia destacou ainda que as compras não são necessárias para concluir a história nem para acessar qualquer parte fundamental do jogo.
A frase polêmica que desapareceu
Entretanto, a maior curiosidade surgiu ao analisar o novo Documento de Registro Universal 2025-26 da Ubisoft. No relatório anterior, a empresa afirmava que sua estratégia de monetização em jogos premium ajudava a tornar a experiência “mais divertida”, pois permitia aos jogadores personalizar seus personagens ou progredir mais rapidamente.
Na época, a declaração foi amplamente criticada por jogadores e especialistas do setor. Muitos interpretaram o comentário como uma tentativa de justificar a presença crescente de microtransações em títulos vendidos a preço cheio.
Agora, essa passagem não aparece mais no documento atualizado. Embora a seção dedicada ao modelo de negócios permaneça praticamente igual à versão anterior, o trecho considerado mais controverso foi removido.
O texto atual mantém apenas a declaração de que a prioridade da Ubisoft é permitir que os jogadores aproveitem seus jogos premium integralmente sem a necessidade de gastos adicionais. Já a parte que associava microtransações a uma experiência mais divertida foi completamente eliminada.
Embora a empresa não tenha comentado oficialmente a alteração, a mudança sugere uma tentativa de evitar novas controvérsias em torno de um tema que continua gerando debates intensos na indústria dos games.

