Vamos superar a IA”, afirma diretor de Final Fantasy 7 Rebirth
Diretor de Final Fantasy 7 Rebirth comenta IA: “Queremos ser melhores que a tecnologia”
O diretor de Final Fantasy 7 Rebirth, Naoki Hamaguchi, recentemente compartilhou sua opinião sobre o uso da inteligência artificial na indústria de games. Além disso, ele destacou que a tecnologia atualmente não é adequada para o processo criativo, reforçando que a equipe busca superar o que a IA pode oferecer em termos de criatividade.
Limites da IA no desenvolvimento criativo
Durante a entrevista ao GamesRadar+, Hamaguchi explicou que, até o momento, a Square Enix não definiu políticas oficiais sobre o uso da inteligência artificial em seus projetos. No entanto, ele deixou clara sua visão pessoal:
“O uso de IA no lado criativo do desenvolvimento de jogos, certamente no momento, não é algo com o qual eu realmente poderia seguir em frente.”
Portanto, embora a tecnologia possua potencial, ele acredita que seu papel deve ser limitado, de modo a preservar a criatividade humana e a identidade artística do estúdio.
IA como ferramenta de suporte
Apesar de não descartar totalmente a IA, Hamaguchi pretende restringir seu uso apenas a tarefas auxiliares. Por exemplo, a tecnologia poderia ajudar na coleta de recursos e busca de referências visuais, mas jamais substituiria a criação narrativa ou artística da equipe.
“Como criador e parte de minha equipe criativa, queremos ser bons o suficiente para fazermos melhor que a IA, e definitivamente vamos insistir nisso. Essa é a abordagem que quero adotar”, afirmou o diretor.
O debate sobre inteligência artificial nos games
O debate sobre IA na indústria de games vem crescendo nos últimos meses. Enquanto isso, desenvolvedores apresentam visões variadas sobre o assunto. Por exemplo, Hideo Kojima adota uma postura mais aberta, considerando a IA uma “amiga” capaz de assumir tarefas tediosas e, consequentemente, reduzir custos e tempo de desenvolvimento.
Assim, embora a tecnologia esteja cada vez mais presente, o equilíbrio entre eficiência e criatividade continua sendo essencial. Portanto, estúdios como a Square Enix buscam maneiras de aproveitar a IA sem comprometer a originalidade e o toque humano nos jogos.
Em suma, a posição de Hamaguchi reforça que, apesar dos avanços tecnológicos, o talento humano ainda é insubstituível quando se trata de inovação e experiência narrativa.










