Control Resonant usa resolução interna de 864p no PS5, PS5 Pro e Xbox Series X para atingir 60 FPS
Control Resonant representa uma mudança significativa na fórmula da Remedy Entertainment. Depois de experiências mais lineares, como Control e Alan Wake 2, o estúdio ampliou consideravelmente a escala dos cenários e adotou uma estrutura semiaberta, acompanhada por combates com maior ênfase nos ataques corpo a corpo.
Essa mudança também colocou a Northlight Engine diante de novos desafios. De acordo com a análise técnica da Digital Foundry, o motor continua entregando diversos elementos visuais característicos da Remedy, mas a expansão dos ambientes evidencia algumas limitações, principalmente nos consoles de geração atual.
Um dos destaques de Control Resonant é o sistema de iluminação global, que contribui para deixar os ambientes mais naturais e convincentes. A análise indica o uso de uma solução de iluminação global pré-calculada combinada com oclusão de ambiente em screen space. Além disso, os efeitos volumétricos e a névoa atmosférica ajudam a construir a atmosfera sombria de Nova York.
A física também continua sendo um dos pontos fortes. Assim como no primeiro Control, os cenários podem sofrer destruição durante os combates, enquanto estruturas de pedra se despedaçam e diversos objetos podem ser arremessados pelo ambiente. No entanto, a maior escala dos mapas acaba revelando algumas limitações da engine, especialmente em sombras distantes, distância de renderização e estabilidade de detalhes finos.
Os reflexos em screen space também apresentam limitações conhecidas desse tipo de técnica. Enquanto os objetos refletidos permanecem dentro do campo de visão, o resultado é convincente; porém, informações podem desaparecer quando esses elementos ficam fora da tela. A câmera, por sua vez, pode ocasionalmente apresentar colisões estranhas com paredes e outros objetos, especialmente porque permanece relativamente afastada do personagem para acompanhar os combates.
Control Resonant roda a 60 FPS no PS5
No PlayStation 5 padrão, Control Resonant oferece dois modos gráficos. O modo Desempenho utiliza resolução interna de aproximadamente 864p, reconstruída para algo próximo de 1440p por meio do FSR. A configuração tem como objetivo atingir 60 FPS e, de modo geral, consegue entregar uma experiência bastante estável.
As principais quedas de desempenho aparecem em situações específicas, como pequenos engasgos durante a exploração ou momentos com grande quantidade de efeitos de transparência. Uma determinada batalha contra chefe também pode provocar quedas mais perceptíveis.
Já o modo Qualidade eleva a resolução interna para aproximadamente 1260p, buscando uma apresentação próxima de 4K a 30 FPS. Esse perfil também oferece algumas melhorias na qualidade das sombras e dos reflexos.
Vale destacar que o PS5 padrão não utiliza ray tracing acelerado por hardware em nenhum dos dois modos gráficos.
PS5 Pro utiliza PSSR e ray tracing
É no PS5 Pro que Control Resonant apresenta as maiores melhorias técnicas entre os consoles. Curiosamente, o modo Desempenho continua partindo de aproximadamente 864p internamente, mas utiliza o PSSR para reconstruir a imagem visando uma resolução de 4K.
A tecnologia melhora consideravelmente a nitidez e a estabilidade da imagem em comparação com o PS5 padrão, reduzindo problemas como serrilhados e cintilação. A taxa de quadros também apresenta maior estabilidade nas situações mais exigentes, embora algumas quedas ainda possam ocorrer.
A principal vantagem do PS5 Pro, entretanto, está na utilização de ray tracing.
No modo Qualidade, o console trabalha com aproximadamente 1224p a 30 FPS e adiciona reflexos e sombras calculados por ray tracing. As sombras ganham detalhes de contato mais precisos e penumbras variáveis, contribuindo para uma iluminação mais natural.
Além disso, existe um modo Balanceado, que utiliza aproximadamente 1080p de resolução interna a 40 FPS e mantém os recursos de ray tracing. Essa configuração é especialmente interessante para jogadores que utilizam telas com suporte a VRR.
Xbox Series X mantém resolução semelhante ao PS5
No Xbox Series X, os resultados são bastante próximos aos encontrados no PS5 padrão. O console utiliza aproximadamente 864p no modo Desempenho, com objetivo de alcançar 60 FPS, enquanto o modo Qualidade trabalha com cerca de 1260p a 30 FPS.
De maneira geral, a qualidade visual e o desempenho ficam muito próximos entre os dois consoles, com diferenças pontuais dependendo da situação.
O Xbox Series S, por outro lado, possui apenas uma configuração gráfica. O console trabalha com resolução interna próxima de 864p, mas com a taxa de quadros limitada a 30 FPS.
Maior escala expõe limitações da Northlight Engine
A expansão da escala de Control Resonant representa um avanço importante para a Remedy, mas também aumenta a pressão sobre a Northlight Engine. A Digital Foundry destaca problemas relacionados principalmente às sombras, distância de renderização e reconstrução de detalhes finos.
Ainda assim, elementos como a iluminação, os efeitos volumétricos e o sistema de física continuam sendo alguns dos principais destaques técnicos do jogo. A destruição de objetos e a interação com o cenário também ajudam a tornar os combates mais dinâmicos.
Entre os consoles, o PS5 Pro apresenta o conjunto técnico mais completo, combinando PSSR, ray tracing e um modo Balanceado de 40 FPS. Já o PS5 padrão e o Xbox Series X oferecem modos de 60 FPS com resolução interna de aproximadamente 864p, enquanto o Xbox Series S prioriza 30 FPS.
Dessa forma, Control Resonant mostra como a maior escala adotada pela Remedy trouxe novas possibilidades visuais, mas também exigiu algumas concessões para manter o desempenho nos consoles base.















