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Crimson Desert no Switch 2? Digital Foundry aponta possibilidade, mas com cortes técnicos

Crimson Desert - Capa do jogo

Crimson Desert no Switch 2: possibilidade real, mas com adaptações

O sucesso recente de Crimson Desert voltou a levantar uma questão importante entre os jogadores. Nesse sentido, muitos se perguntam se o ambicioso RPG da Pearl Abyss poderia rodar no próximo console da Nintendo. De acordo com análises da Digital Foundry, a resposta tende a ser positiva, porém envolve uma série de compromissos técnicos.

Viabilidade com base em adaptações

Segundo a Digital Foundry, uma versão para o Switch 2 seria tecnicamente possível, desde que a equipe de desenvolvimento esteja disposta a realizar ajustes significativos. Além disso, esse cenário se assemelha ao que ocorreu com The Witcher 3 no primeiro Switch. Na prática, o jogo chegou completo em conteúdo, mas com diversas reduções gráficas e otimizações voltadas ao desempenho.

Nesse contexto, a proposta não se limita apenas a reduzir qualidade visual. Pelo contrário, exige um equilíbrio cuidadoso para manter o jogo estável dentro das limitações do hardware híbrido da Nintendo. Portanto, o foco recai sobre ajustes profundos no processamento e também na renderização.

DLSS como aliado técnico

Outro ponto relevante envolve o uso do DLSS no Switch 2. Dessa forma, a tecnologia pode desempenhar um papel crucial ao permitir que o jogo seja renderizado em resoluções internas mais baixas e, posteriormente, reconstruído em qualidade superior. Assim, o sistema consegue aliviar parte da carga da GPU sem comprometer tanto a nitidez da imagem.

Ainda assim, apesar dessa vantagem, o desafio não se concentra apenas na parte gráfica. Pelo contrário, a limitação mais sensível aparece em outro componente essencial do sistema.

CPU como principal gargalo

De acordo com a análise, o maior obstáculo estaria na CPU. Isso ocorre porque, em jogos como Crimson Desert, que apresentam mundos densos e repletos de NPCs, o processamento central precisa lidar com uma carga significativa.

Consequentemente, para manter a estabilidade, seria necessário reduzir a densidade de personagens, ajustar comportamentos de IA e até limitar a distância de renderização. Além disso, essas mudanças impactam diretamente a sensação de vida do mundo aberto, embora se tornem necessárias para garantir desempenho consistente.

Expectativa de desempenho e base técnica

Além disso, a expectativa é que o jogo rode travado em 30 FPS, acompanhado de outras otimizações específicas para o hardware. Como referência adicional, a versão de Xbox Series S pode servir como base inicial, já que apresenta um nível de desempenho mais próximo do que se espera do Switch 2, ainda que existam diferenças arquitetônicas relevantes.

Ademais, a Digital Foundry destaca que, em determinados cenários, a CPU impõe um limite difícil de ultrapassar. Em áreas com grande quantidade de NPCs e simulação complexa, por exemplo, a única solução viável tende a ser reduzir elementos dinâmicos para aliviar o processamento.

Desafios de otimização e equilíbrio técnico

Por fim, trazer Crimson Desert para o Switch 2 exigiria um trabalho intenso de otimização. Nesse sentido, os desenvolvedores precisariam equilibrar escala, densidade de mundo e desempenho de forma cuidadosa. Ainda que a GPU possa lidar bem com o jogo em termos gerais, a CPU determina o nível de adaptação necessário para que a experiência se mantenha estável e funcional no console.

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