A sequência de Cyberpunk 2077 está ganhando uma identidade própria durante o desenvolvimento. Gabe Amatangelo, diretor de Cyberpunk 2 na CD Projekt RED, revelou que o projeto está evoluindo para além de sua ideia inicial à medida que mais desenvolvedores participam da criação do RPG. A proposta é construir uma experiência que represente não apenas a visão de uma única pessoa, mas também a criatividade coletiva da equipe.
Desenvolvimento colaborativo amplia as ambições do RPG
Em uma publicação oficial da CD Projekt RED, Amatangelo explicou que sua ideia inicial para Cyberpunk 2 está sendo transformada conforme ele envolve mais profissionais e abre espaço para que cada integrante contribua com novas propostas. Segundo o diretor, o resultado está se tornando algo diferente do conceito que imaginou no começo, refletindo a personalidade e a criatividade das pessoas envolvidas no projeto.
Essa abordagem também está relacionada à maneira como o estúdio pretende organizar o desenvolvimento. Amatangelo quer evitar que todas as decisões dependam exclusivamente de sua aprovação, pois isso pode criar gargalos e atrasar o trabalho. A intenção é dar mais autonomia aos responsáveis por diferentes áreas, mantendo uma visão compartilhada para que as equipes consigam tomar decisões coerentes com os objetivos do jogo.
Atualmente, o desenvolvimento de Cyberpunk 2 conta com mais de 180 profissionais trabalhando no projeto no estúdio de Boston, de acordo com a própria desenvolvedora. O crescimento da equipe ajuda a ampliar a troca de ideias e permite que diferentes perspectivas sejam incorporadas à construção da sequência.
Temas sociais continuam importantes para Cyberpunk 2
Apesar das mudanças na visão criativa, alguns princípios continuam orientando o trabalho de Amatangelo. O diretor destacou seu interesse em explorar a desumanização, um dos temas centrais do gênero cyberpunk, que permite questionar os efeitos da tecnologia, das estruturas de poder e das transformações da sociedade sobre as pessoas.
Além disso, a equipe pretende criar uma experiência que vá além do entretenimento. A proposta é apresentar situações e dilemas capazes de estimular reflexões, sem necessariamente oferecer respostas simples ou dividir todas as questões entre certo e errado. Essa filosofia já esteve presente em Cyberpunk 2077 e na expansão Phantom Liberty, trabalhos que também tiveram participação importante de Amatangelo.
Com isso, Cyberpunk 2 busca aproveitar a experiência adquirida com o jogo anterior e, ao mesmo tempo, construir uma identidade própria. A expectativa é que a colaboração entre os desenvolvedores ajude a transformar o conceito inicial em uma experiência mais ampla, mantendo o foco na imersão, na narrativa e nos questionamentos que caracterizam a franquia.

