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Diretor de The Witcher 3: Wild Hunt elogia Crimson Desert e Clair Obscur: Expedition 33 por desafiarem o padrão do AAA

Clair Obscur: Expedition 33

Uma crítica direta à fórmula do AAA

Antes de mais nada, Crimson Desert e Clair Obscur: Expedition 33 ganharam destaque após serem citados pelo diretor de The Witcher 3: Wild Hunt. Nesse sentido, a observação não surge por acaso, mas sim de alguém que, além de ter ajudado a moldar um dos RPGs mais influentes da indústria, também retorna com um projeto igualmente ambicioso.

Além disso, Konrad Tomaszkiewicz, ex-vice-presidente da CD Projekt Red e atual CEO da Rebel Wolves, concedeu entrevista ao The Game Business. Durante a conversa, ele criticou a mentalidade predominante no setor. Segundo ele, muitas empresas, em vez de priorizarem a criatividade, focam excessivamente no lucro. Consequentemente, essa abordagem acaba tornando os jogos mais previsíveis.

Por outro lado, o desenvolvedor reforça que essa lógica não combina com a criação artística. Em outras palavras, pensar apenas em retorno financeiro limita o potencial criativo. Portanto, ele acredita que repetir fórmulas de sucesso não representa evolução. Pelo contrário, essa prática pode estagnar o desenvolvimento da indústria como um todo.

Dois exemplos que fogem do padrão

Nesse contexto, entram os trabalhos da Sandfall Interactive e da Pearl Abyss. De fato, tanto Clair Obscur: Expedition 33 quanto Crimson Desert surgem como exemplos claros de inovação. Isso porque, em vez de seguirem padrões já consolidados, esses jogos apostam em ideias diferentes.

Além disso, Tomaszkiewicz destaca que ambos não tentam copiar outros títulos AAA. Pelo contrário, eles buscam oferecer experiências novas. Dessa forma, acabam se destacando em um mercado muitas vezes saturado. Ao mesmo tempo, essa postura indica uma possível mudança de mentalidade dentro da indústria.

Consequentemente, cresce o número de estúdios dispostos a correr riscos. Ainda que isso represente desafios, também abre espaço para criações mais autênticas. Assim, o mercado pode, gradualmente, se afastar da repetição excessiva.

Um olhar nostálgico para inspirar o futuro

Curiosamente, o entusiasmo do diretor também carrega um tom nostálgico. Afinal, ele relembra os anos 1990, quando jogava em um PC 286. Naquela época, cada novo jogo representava algo inesperado. Ou seja, havia uma sensação constante de descoberta.

Hoje, entretanto, essa sensação nem sempre está presente. Por isso, segundo ele, é fundamental resgatar esse espírito. Em outras palavras, os jogos precisam voltar a surpreender. Dessa maneira, será possível reconectar os jogadores com experiências realmente marcantes.

The Blood of Dawnwalker e a busca por inovação

Por fim, suas declarações ganham ainda mais peso porque não ficam apenas no discurso. Atualmente, ele trabalha em The Blood of Dawnwalker. Nesse projeto, a proposta segue justamente essa linha de inovação.

Além disso, o jogo se passa nas Montanhas Cárpatas do século XIV e mistura fantasia histórica com vampiros. Portanto, trata-se de uma abordagem diferenciada dentro do gênero RPG. Ao mesmo tempo, o projeto reforça a intenção de explorar novas ideias.

Em síntese, ainda que o mercado AAA frequentemente siga caminhos seguros, iniciativas como essas mostram que há espaço para ousadia. Assim, não apenas enriquecem a indústria, como também apontam para um futuro mais criativo e menos previsível.

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