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Ex-chefe do PlayStation critica abandono dos jogos físicos e alerta para riscos do formato digital

PlayStation 5 Pro

O ex-chefe do PlayStation, Shawn Layden, voltou a comentar a decisão da Sony de abandonar a produção de jogos em mídia física e demonstrou preocupação com os impactos que a mudança pode causar na relação entre a empresa e seus consumidores.

Em uma participação no podcast The Expansion Pass, Layden afirmou que não concorda com a decisão da Sony de encerrar a produção de discos para novos jogos do PlayStation a partir de janeiro de 2028. Segundo o executivo, embora a maioria dos jogadores atualmente prefira comprar games digitalmente, o público que continua adquirindo cópias físicas representa uma parcela importante e bastante fiel da comunidade.

Para Layden, esse grupo inclui principalmente colecionadores e jogadores que valorizam a possibilidade de manter os jogos em suas próprias coleções. O ex-executivo destacou que a mídia física oferece características que não estão presentes da mesma maneira no formato digital, como a possibilidade de revender, trocar e preservar uma cópia.

A principal preocupação levantada por Layden está justamente na diferença entre possuir um jogo e simplesmente ter acesso a uma licença digital. Para ele, a impossibilidade de revender uma compra digital pode fazer com que os consumidores questionem até que ponto são realmente proprietários do produto adquirido.

“Se você não pode vender uma coisa, significa que não possui uma coisa”, argumentou Layden durante a entrevista.

O ex-chefe do PlayStation também reconheceu que a decisão possui uma justificativa financeira. Layden afirmou que não conhece os números internos da Sony e, portanto, não sabe quais fatores econômicos levaram à mudança. Ainda assim, ele considera que abandonar completamente os discos pode representar um impacto significativo para a marca.

A Sony anunciou oficialmente em julho de 2026 que encerrará, a partir de janeiro de 2028, a produção de discos físicos para novos jogos lançados nos consoles PlayStation. A companhia justificou a decisão apontando para a mudança nas preferências dos consumidores e o crescimento do mercado digital.

A medida não afetará jogos que já foram lançados ou que chegarão ao mercado em formato físico antes de 2028. No entanto, depois desse período, novos títulos serão disponibilizados digitalmente por meio da PlayStation Store e de revendedores parceiros.

Layden já havia classificado a decisão como “dramática” e demonstrado preocupação com a possibilidade de outras empresas seguirem o mesmo caminho. Para ele, a mudança pode influenciar a estratégia de outras plataformas e acelerar ainda mais o desaparecimento das mídias físicas na indústria.

Além da questão do colecionismo, o debate envolve preservação e acesso aos jogos no longo prazo. Cópias físicas podem continuar funcionando mesmo quando determinados serviços digitais são encerrados, enquanto produtos digitais dependem das condições estabelecidas pela plataforma e de seus sistemas de distribuição.

A decisão da Sony, portanto, representa uma mudança importante na maneira como os jogos de PlayStation serão comercializados no futuro. Embora o formato digital já seja dominante entre os consumidores, as críticas de Layden mostram que ainda existe uma parcela da comunidade preocupada com propriedade, preservação e liberdade para negociar os jogos adquiridos.

Com a chegada de 2028, a discussão sobre o futuro da mídia física deve ganhar ainda mais força, especialmente entre colecionadores e jogadores que preferem manter cópias dos seus games fora do ecossistema exclusivamente digital.

 

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