Funcionários da Ubisoft Milano se preparam para greve em frente aos escritórios
Funcionários da Ubisoft Milano entram em greve contra fim do home office
Os funcionários da Ubisoft Milano, responsáveis pela série Mario + Rabbids, iniciaram uma greve em frente aos escritórios de Assago, marcada para 10 de fevereiro, após a empresa francesa anunciar o fim do trabalho remoto. Assim, o episódio representa um momento de tensão entre os desenvolvedores italianos e a direção da gigante dos games.
Reação ao fim do home office
Segundo o sindicato Fiom Cgil Milano, a decisão foi como “um relâmpago em céu aberto”. Além disso, a medida ocorre durante um período de cortes de custos e reorganização interna, afetando diretamente profissionais com idade média de 30 anos, que organizaram suas rotinas e moradia considerando a flexibilidade do home office.
Consequentemente, muitos funcionários que moram fora de Milão devido ao alto custo de vida se sentiram prejudicados, não apenas logisticamente, mas também simbolicamente, já que a exigência de presença física sugere que autonomia e criatividade são secundárias ao controle direto.
Possíveis impactos para o estúdio
Portanto, os sindicatos alertam para o risco de demissões voluntárias, que poderiam comprometer o futuro do estúdio. “Trabalhar remotamente torna o estúdio atraente. Sem isso, corremos o risco de lançar uma sombra sobre o futuro da Ubisoft Milano”, afirmou um representante da Fiom.
Além disso, a situação evidencia como mudanças abruptas na política corporativa podem afetar motivação e retenção de talentos.
Mobilização internacional
De fato, a greve não está isolada. A equipe da Ubisoft Milano coordena esforços com sindicatos da França, Alemanha e outros países, buscando pressão conjunta para reverter a decisão. Assim, o caso evidencia o choque entre políticas corporativas globais e demandas de flexibilidade de profissionais criativos, refletindo tendências crescentes no setor de games.














