Subnautica 2 alcançou um marco impressionante ao vender 5 milhões de cópias em apenas 22 dias após sua chegada ao acesso antecipado. O resultado foi revelado pela Krafton durante a apresentação do relatório financeiro referente ao segundo trimestre de 2026, período em que a publicadora também confirmou planos ambiciosos para transformar a série Subnautica em uma grande franquia de propriedade intelectual.
Lançado em acesso antecipado no dia 14 de maio para PC e Xbox Series S|X, Subnautica 2 apresentou um desempenho forte desde os primeiros dias. Além disso, considerando todo o catálogo da série, incluindo o Subnautica original, a expansão independente Subnautica: Below Zero e o novo capítulo da franquia, a propriedade já gerou uma receita de 232,5 bilhões de KRW (aproximadamente £121 milhões) apenas no primeiro semestre do atual ano fiscal da Krafton.
Durante a divulgação dos resultados, a empresa afirmou oficialmente que pretende “manter um serviço estável até o lançamento completo e desenvolver Subnautica em uma franquia de sucesso”. Dessa forma, a publicadora deixa claro que enxerga potencial para expandir a marca além dos jogos atuais e transformar a série em uma das principais propriedades do seu portfólio.
Sucesso chega após período turbulento nos bastidores
Embora os números atuais sejam extremamente positivos, o caminho até esse momento foi marcado por uma das maiores crises envolvendo a franquia. No ano passado, a Krafton demitiu três importantes nomes da liderança da Unknown Worlds, estúdio responsável pela série: o fundador da equipe e diretor do Subnautica original, Charlie Cleveland; o então presidente-executivo Ted Gill; e o diretor de projetos especiais Max McGuire.
Segundo relatos divulgados na época, as saídas aconteceram após a decisão da Krafton de adiar o lançamento de Subnautica 2 em acesso antecipado, que inicialmente estava planejado para 2025 e acabou sendo transferido para 2026.
A mudança gerou uma grande tensão interna porque o cumprimento de determinadas metas de receita estava ligado ao desbloqueio de um bônus de US$ 250 milhões destinado à equipe de desenvolvimento. Com o adiamento, as chances de alcançar esses objetivos dentro do prazo estabelecido diminuíram significativamente, levando o caso para uma disputa judicial.
A situação ganhou ainda mais repercussão após surgir a alegação de que o CEO da Krafton teria consultado o ChatGPT para buscar alternativas relacionadas ao pagamento do bônus previsto no acordo.
Acordo judicial muda cenário da Unknown Worlds
A reviravolta aconteceu no início deste ano, quando um juiz nos Estados Unidos decidiu a favor da antiga liderança da Unknown Worlds. Ted Gill chegou a ser reintegrado ao cargo de CEO do estúdio, mas deixou novamente a posição como parte de um acordo extrajudicial firmado posteriormente.
Como resultado do acordo, a Krafton concordou em pagar bônus aos funcionários ativos da Unknown Worlds, ampliando o benefício para além dos executivos e dos profissionais contratados durante a aquisição, como previa o contrato inicial.
Em entrevista à Bloomberg, Gill afirmou que os termos finais do acordo garantiram que os funcionários recebessem uma compensação significativamente maior do que a prevista originalmente no contrato de aquisição, além de incentivos adicionais conforme Subnautica 2 continue recebendo atualizações.
Vale lembrar que a Krafton adquiriu a Unknown Worlds em 2021, apostando no potencial da franquia de exploração e sobrevivência submarina.
Krafton aposta no futuro de Subnautica
Apesar das disputas internas e das mudanças na liderança, a Unknown Worlds conseguiu entregar uma versão de acesso antecipado de Subnautica 2 considerada sólida pelos jogadores. Além disso, o estúdio já revelou planos para continuar expandindo o jogo até sua versão final, prevista para o lançamento completo.
Agora, com os resultados comerciais expressivos, a Krafton parece determinada a transformar Subnautica em uma marca ainda maior. O sucesso inicial de Subnautica 2 reforça a estratégia da empresa de investir em franquias com potencial de longo prazo e indica que a série pode se tornar um dos principais pilares do futuro catálogo da publicadora.

