CI Games reforça visão de Lords of the Fallen 2 em novo diário
A CI Games voltou a comentar os principais pilares de Lords of the Fallen 2 em um novo diário de desenvolvimento publicado no YouTube. Desta vez, o estúdio colocou o foco diretamente no sistema de combate, detalhando como pretende evoluir a fórmula do primeiro jogo e, ao mesmo tempo, entregar algo que não soe como apenas “mais um Soulslike”.
Curiosamente, os próprios desenvolvedores mencionam diversas vezes a influência dos títulos da FromSoftware, deixando claro que a inspiração existe e faz parte do DNA do projeto. Ainda assim, o estúdio insiste que a sequência não quer depender apenas desse rótulo.
Segundo Ryan Hill, estrategista criativo da CI Games, a equipe quer respeitar os fundamentos que tornaram o gênero popular, porém sem permitir que essas bases definam toda a identidade do jogo. “É importante que nosso jogo não pareça apenas um jogo da FromSoftware”, afirmou.
Combate quer manter o peso do gênero, mas com mais intenção
Mesmo com a promessa de maior fluidez, a CI Games garante que não pretende abandonar a essência do Soulslike. Pelo contrário: Hill explicou que o desafio está em equilibrar velocidade e responsividade com o clássico compromisso de animação — aquela sensação característica em que cada golpe exige responsabilidade do jogador.
Em outras palavras, o estúdio quer manter o peso e a tensão que fazem parte do estilo, porém sem deixar o combate engessado. Assim, cada ação deve continuar sendo uma escolha, e não um movimento automático.
Ataques pesados ganham função real e mais estratégica
Um dos exemplos mais claros dessa nova filosofia aparece nos ataques pesados. Em muitos jogos do gênero, esse tipo de golpe funciona apenas como uma versão mais lenta e mais forte do ataque comum. No entanto, em Lords of the Fallen 2, a ideia muda completamente.
Nos trechos de gameplay apresentados, ataques pesados conseguem quebrar a postura de inimigos com escudo, abrindo espaço para contra-ataques e viradas rápidas durante confrontos mais difíceis. Dessa forma, eles deixam de ser apenas uma alternativa numérica e passam a atuar como ferramentas táticas.
Além disso, o diretor James Lowe reforçou que o objetivo é incentivar a experimentação constante, fazendo o jogador pensar em diferentes soluções dependendo do inimigo e da situação.
“Micro decisões” para manter a tensão o tempo todo
Ao mesmo tempo, o estúdio quer que o combate seja construído em torno de pequenas escolhas feitas em tempo real. Lowe explicou que o jogador poderá carregar ataques para imbuí-los de poder, o que, consequentemente, cria decisões rápidas em momentos de pressão.
A proposta gira em torno do conceito de “micro decisões”: optar por velocidade, correr riscos, controlar espaço, interromper inimigos ou buscar brechas específicas. Assim, o jogo tenta manter a tensão elevada sem depender apenas de números ou de dificuldade artificial.
CI Games abraça o rótulo Soulslike, mas quer ir além
Outro detalhe interessante é que, enquanto muitos estúdios evitam usar o termo “Soulslike”, a CI Games parece seguir na direção contrária. Na prática, o time abraça a comparação e admite que quer dialogar com as expectativas do público, mas sem ficar preso a elas.
Ou seja, o objetivo é claro: respeitar o que os fãs do gênero esperam e, ao mesmo tempo, apresentar identidade própria, mecânicas com função real e um combate mais expressivo.
Lançamento em 2026 para PC e consoles
Por fim, Lords of the Fallen 2 chega em 2026 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Apesar disso, o estúdio ainda não divulgou uma data específica.