The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom nasceu da evolução natural de grandes ideias
Antes de tudo, é importante destacar que The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom surgiu diretamente de conceitos que não foram totalmente aproveitados em The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Inicialmente, a equipe acreditava que poderia expandir essas ideias por meio de conteúdos adicionais; no entanto, à medida que os experimentos avançavam, ficou evidente que o potencial criativo era grande demais para se limitar a um simples DLC.
Além disso, segundo o diretor da série, após o lançamento de Breath of the Wild e, posteriormente, ao observar como os jogadores exploravam suas mecânicas, o time percebeu que havia múltiplas possibilidades ainda inexploradas. Ou seja, embora o jogo já oferecesse liberdade impressionante, ainda existiam caminhos criativos que poderiam ser aprofundados. Dessa forma, a decisão de produzir uma sequência direta tornou-se não apenas viável, mas necessária.
Novos sistemas de construção transformaram a jogabilidade
Enquanto a equipe continuava utilizando o mesmo ambiente de desenvolvimento, começaram a testar, gradualmente, novas interações entre objetos. Primeiramente, experimentaram engrenagens que se moviam automaticamente; em seguida, tentaram conectá-las a superfícies simples. Como resultado, perceberam que era possível criar veículos improvisados. Além do mais, ao combinar pranchas e explosivos, descobriram que poderiam lançar objetos e construir estruturas inusitadas.
Consequentemente, essas experiências deixaram de ser apenas testes internos e passaram a moldar o núcleo da jogabilidade. Portanto, os sistemas de criação e combinação tornaram-se elementos centrais da nova aventura. Assim, os jogadores ganharam liberdade não apenas para explorar, mas também para inventar soluções próprias. Em outras palavras, a criatividade passou a ser incentivada de maneira ainda mais profunda.
A verticalidade como nova fronteira de Hyrule
Paralelamente às inovações mecânicas, a equipe também refletiu sobre a estrutura do mundo. Embora Breath of the Wild já apresentasse um mapa vasto, ainda assim havia espaço para expandir sua dimensão espacial. Por isso, decidiram ampliar a verticalidade de Hyrule. Dessa maneira, introduziram ilhas flutuantes nos céus e, ao mesmo tempo, adicionaram um extenso mundo subterrâneo.
Assim, o mapa deixou de ser predominantemente horizontal e passou a se estender em três camadas distintas. Como consequência, a exploração ganhou profundidade literal e estratégica. Em síntese, ao aproveitar ideias inicialmente deixadas de lado e, posteriormente, desenvolvê-las com mais ambição, Tears of the Kingdom consolidou-se como uma evolução direta e ousada de seu antecessor.
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