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“Planejamento ruim”: Ex-diretor de Halo critica ausência de PvP em Halo: Combat Evolved

Halo: Campaign Evolved

Halo: Campaign Evolved voltou a ser alvo de críticas públicas de um dos nomes mais importantes da história da franquia. O co-criador de Halo ,Marcus Lehto , nósHalo Studios de lançar o remake sem qualquer modo PvP, classificando a escolha como resultado de problemas de planejamento e supervisão durante o desenvolvimento.

Em uma publicação feita em 13 de agosto de 2026, Lehto não poupou palavras ao comentar a ausência do multiplayer competitivo. Segundo ele, o remake deveria ter incluído ao menos algum tipo de experiência PvP, especialmente considerando a importância desse componente para a identidade da série.

“O modo multiplayer em Campaign Evolved deveria ter sido incluído. Há poucas desculpas para isso, além da falta de supervisão e um planejamento ruim que levaram a esse erro. É muito triste que isso não tenha sido incluído.”

A declaração ganhou repercussão rapidamente entre os fãs, sobretudo porque vem de alguém que ajudou a moldar a franquia desde seus primeiros anos. Para muitos jogadores, a crítica reforça uma discussão que acompanha o projeto desde seu anúncio: até que ponto um remake de Halo: Combat Evolved pode ser considerado completo sem os tradicionais confrontos multiplayer?

Ausência de PvP continua dividindo a comunidade

Embora a reclamação tenha ganhado força após o lançamento, a Halo Studios já havia deixado claro, ainda em 2025, que Halo: Campaign Evolved seria focado exclusivamente em experiências cooperativas. Dessa forma, o estúdio optou por concentrar seus esforços na campanha principal, no modo cooperativo e em missões inéditas criadas especificamente para o remake.

Ainda assim, muitos fãs acreditam que a inclusão de um multiplayer simples, semelhante ao presente em Halo: Combat Evolved original, ou até mesmo um modo Firefight, teria sido suficiente para atender às expectativas da comunidade. Afinal, o multiplayer sempre foi um dos pilares centrais da franquia e ajudou a transformar Halo em um dos maiores nomes da história dos jogos de tiro.

Por outro lado, parte dos jogadores defende a estratégia adotada pela Microsoft. Segundo esse grupo, o foco na campanha permitiu que os desenvolvedores investissem mais recursos na modernização da experiência narrativa, enquanto os fãs do multiplayer continuam tendo acesso ao conteúdo competitivo por meio de Halo: The Master Chief Collection.

Marcus Lehto também atacou a direção de arte do remake

As críticas de Lehto não se limitaram à ausência do PvP. Nos últimos dias, o veterano também questionou diversas escolhas relacionadas à direção artística do projeto, especialmente na forma como a tecnologia dos Forerunners foi representada.

O principal alvo foi a tela inicial do jogo, que exibe o icônico anel de Halo com uma aparência considerada excessivamente nova e brilhante. Para Lehto, a estrutura deveria transmitir a sensação de antiguidade, mistério e grandiosidade que marcou o título original.

Segundo ele, o remake falha em comunicar o peso histórico da instalação, que existe há centenas de milhares de anos e foi palco de inúmeros conflitos. Em vez disso, o cenário transmite a impressão de uma construção recém-finalizada.

Lehto também destacou que, no jogo original, a localização remota do anel nos confins da Via Láctea era perceptível visualmente. Já no remake, o fundo espacial apresenta poucas estrelas e praticamente não transmite a mesma sensação de escala e isolamento.

Vendas do remake ficam abaixo das expectativas

Enquanto a discussão segue nas redes sociais, Halo: Campaign Evolved também enfrenta questionamentos relacionados ao seu desempenho comercial. De acordo com estimativas da Alinea Analytics, o remake vendeu aproximadamente 1,2 milhão de cópias nas duas primeiras semanas, gerando cerca de US$ 67 milhões em receita.

Os números indicam uma divisão incomum entre plataformas: 42% das vendas ocorreram no Xbox, 41% no PS5 e apenas 17% no Steam. O resultado chamou atenção por mostrar uma participação extremamente forte do console da Sony em uma franquia historicamente associada ao ecossistema Xbox.

O analista Rhys Elliott classificou o desempenho inicial como abaixo do esperado. Entre os fatores apontados estão o preço elevado, a ausência do multiplayer competitivo e a comparação inevitável com Halo: The Master Chief Collection, que oferece mais conteúdo por um valor inferior.

Com isso, o debate sobre as decisões tomadas pela Halo Studios continua ganhando força. Enquanto parte da comunidade valoriza o foco na campanha, outros jogadores acreditam que a ausência do PvP compromete um dos elementos mais importantes da identidade da franquia. E, ao que tudo indica, Marcus Lehto está entre os que enxergam essa escolha como uma oportunidade desperdiçada.

 

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