Polêmica de assédio com novo ator leva fãs a boicotar Yakuza Kiwami 3
Yakuza Kiwami 3: O remake tão aguardado chega com melhorias
Na semana passada, a Sega anunciou oficialmente Yakuza Kiwami 3, o remake do clássico Yakuza 3, originalmente lançado em 2009. Além disso, esta nova versão foi reconstruída do zero usando o Dragon Engine, que proporciona texturas mais realistas, expressões faciais aprimoradas e ambientes extremamente detalhados. Portanto, os jogadores podem esperar não apenas melhorias gráficas, mas também ajustes na jogabilidade que respeitam a essência da franquia.
Polêmica em torno do novo ator
No entanto, nem tudo são boas notícias. Desde o anúncio, o jogo se tornou alvo de polêmica, principalmente por causa da escalação de Teruyuki Kagawa como o vilão Goh Hamazaki. Isso porque Kagawa foi acusado em 2019 de assédio sexual contra uma hostess, caso que veio a público em 2022 e resultou no rompimento de contrato com a Toyota. Embora ele tenha pedido desculpas, sua contratação pela Ryu Ga Gotoku Studio gerou revolta entre os fãs, que consideram a decisão contrária aos valores da franquia.
Reação da comunidade e boicote
Consequentemente, a comunidade começou a se mobilizar. Em um tópico no Reddit, um usuário afirmou:
“Até esse cara ser substituído (o que infelizmente parece muito improvável) eu não vou apoiar o Kiwami 3 e imploro que vocês também não, pelo menos esperem até conseguir uma cópia usada.”
Além disso, fãs criaram uma petição com mais de 2 mil assinaturas, exigindo que a Sega recastasse o personagem. Como resultado, a comunidade sugere cancelar pré-vendas e evitar comprar o jogo no lançamento.
A petição ainda destaca:
“Teruyuki Kagawa admitiu ter cometido agressão sexual em 2019. Apesar disso, o estúdio RGG decidiu trabalhar com ele. A franquia Yakuza trata de moralidade, tema recorrente na série. Portanto, é abominável contratar conscientemente alguém com conduta sexual imprópria.”
Em resumo, os fãs pedem que a aparência e as falas de Kagawa sejam substituídas. Alguns prometem não comprar o jogo caso seja lançado sem alterações, reforçando a força do boicote.
Resposta das empresas
Até o momento, nem a Sega nem a Ryu Ga Gotoku Studio comentaram a controvérsia, deixando a comunidade aguardando esclarecimentos e possíveis mudanças no remake.













