Resident Evil Requiem usa descompressão por GPU, mas recurso apresenta inconsistência
Tecnologia DirectStorage em Resident Evil Requiem
Um detalhe técnico bastante interessante vem chamando atenção em Resident Evil Requiem. De fato, o jogo está entre os poucos títulos atuais que utilizam a tecnologia DirectStorage com descompressão de dados realizada pela GPU. Contudo, na prática, o recurso não funciona de maneira consistente em todos os sistemas, o que gera dúvidas entre jogadores e especialistas.
Embora a presença da tecnologia já tivesse sido percebida em testes de desempenho, uma análise mais profunda utilizando a ferramenta Special K revelou que o jogo utiliza o algoritmo GDeflate, desenvolvido pela Nvidia. Assim, essa tecnologia permite que a GPU descomprima dados rapidamente durante o carregamento, tornando o fluxo de informações mais eficiente — do armazenamento para a memória do sistema e, finalmente, para a VRAM da placa de vídeo. Dessa forma, o objetivo é reduzir significativamente os tempos de carregamento, melhorando a experiência do jogador.
Exemplos de uso da descompressão pela GPU
Apesar de a tecnologia existir há algum tempo, poucos jogos realmente a utilizam de forma ativa. Por exemplo, entre eles estão Ratchet & Clank: Rift Apart e Marvel’s Spider-Man 2. Portanto, a adoção em Resident Evil Requiem reforça a tendência de explorar recursos modernos de hardware para otimizar desempenho, embora a implementação atual ainda apresente inconsistências.
Comportamento imprevisível em diferentes sistemas
No entanto, testes recentes mostram que o comportamento do jogo é bastante imprevisível. Em alguns casos, placas como RTX 5090, RTX 5070 e RTX 5060 conseguem usar a descompressão pela GPU. Por outro lado, em outros cenários, incluindo sistemas com RTX 4060 em notebooks, o jogo recorre ao chamado “fallback”, realizando a descompressão pela CPU, mesmo quando a GPU é compatível.
Curiosamente, uma simples reinstalação do driver em um sistema com RTX 5090 foi suficiente para fazer o jogo voltar a usar a CPU. Além disso, testes adicionais em PCs com RTX 5070, RTX 4080 Super e até uma Radeon RX 7900 XT também indicaram descompressão realizada apenas pela CPU.
Possíveis causas e impactos para os jogadores
É importante destacar que alguns desenvolvedores optam deliberadamente por deixar a descompressão a cargo da CPU. Por exemplo, Ghost of Tsushima mantém a GPU totalmente dedicada à renderização, evitando qualquer sobrecarga. No caso de Resident Evil Requiem, tudo indica que o comportamento inconsistente pode estar relacionado a algum bug ou a um sistema de detecção de hardware ainda pouco confiável.
Ainda assim, a boa notícia é que, segundo análises preliminares, a diferença de desempenho entre descompressão via CPU ou GPU tende a ser pequena. Portanto, a maioria dos jogadores provavelmente não notará alterações significativas durante a jogatina, garantindo uma experiência estável, apesar das peculiaridades técnicas.











