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The Last of Us Part 3 pode apresentar comunidade inteira de imunes ao vírus, sugere ex-desenvolvedor

The Last of US Part

Um ex-desenvolvedor da Naughty Dog voltou a chamar atenção para o futuro da franquia ao revelar uma ideia que, ao mesmo tempo, intriga e divide opiniões. Segundo ele, Neil Druckmann, co-diretor da série, teria considerado introduzir não apenas um indivíduo isolado, mas sim um grupo inteiro de pessoas imunes ao fungo cordyceps em The Last of Us Part III. A declaração, que surgiu durante a participação de Gabriel Betancourt no podcast Kiwi Talkz, rapidamente ganhou força entre os fãs — e, consequentemente, abriu espaço para novas teorias.

Uma nova abordagem para a imunidade

De acordo com Betancourt, em uma conversa anterior com Druckmann, o diretor teria afirmado que “várias pessoas são imunes” ao vírus. Além disso, ele teria sugerido a existência de uma espécie de comunidade formada exclusivamente por esses sobreviventes. Dessa forma, a franquia poderia expandir seu universo de maneira significativa, especialmente porque essa ideia rompe com a noção de que a imunidade é algo raro ou único.

Ao mesmo tempo, essa possível direção narrativa não surge por acaso. Pelo contrário, Druckmann, conforme relatado, demonstrava interesse em contar uma história mais sofisticada, com múltiplos personagens e diferentes pontos de vista. Assim, em vez de focar apenas em uma jornada central, o jogo poderia explorar narrativas paralelas, ampliando tanto o escopo quanto a profundidade do enredo.

O impacto na história de Ellie

Por outro lado, essa mudança também levanta questionamentos importantes. A imunidade de Ellie sempre funcionou como o eixo central da narrativa. No primeiro jogo, por exemplo, toda a jornada gira em torno da esperança de que ela poderia ser a chave para uma cura. Consequentemente, a decisão de Joel no desfecho ganha um peso emocional enorme justamente por causa da raridade dessa condição.

Além disso, em The Last of Us Part II, esse mesmo evento continua repercutindo de forma intensa. Ou seja, a culpa, o luto e as escolhas de Ellie estão diretamente ligados a essa singularidade. Portanto, a introdução de outros imunes poderia, à primeira vista, diminuir a força dramática construída ao longo dos jogos.

Ainda assim, há uma nuance importante. Betancourt ressalta que isso não necessariamente invalidaria a decisão de Joel. Afinal, naquele momento, ele não tinha qualquer conhecimento sobre a existência de outras pessoas imunes. Dessa maneira, sua escolha continuaria sendo moralmente complexa — e, sobretudo, coerente com o que ele sabia.

Ideias antigas e um futuro indefinido

Por fim, é essencial considerar o contexto dessas informações. Até agora, The Last of Us Part III não teve seu desenvolvimento confirmado oficialmente. Além disso, as declarações de Betancourt se baseiam em conversas antigas, anteriores à sua saída da Naughty Dog.

Diante disso, é possível que os planos de Druckmann tenham mudado ao longo do tempo. Afinal, na indústria dos games, mudanças criativas são não apenas comuns, mas esperadas — especialmente em projetos ambiciosos. Portanto, embora a ideia de uma comunidade de imunes seja, sem dúvida, interessante e cheia de potencial, ela ainda deve ser encarada com cautela.

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