Yoko Taro afirma não se importar se outros jogos “inspirarem-se” em NieR: Automata
Yoko Taro se sente lisonjeado com inspirações em NieR: Automata
Yoko Taro, criador de NieR, afirmou recentemente que se sente lisonjeado ao perceber que outros desenvolvedores citam NieR: Automata como fonte de inspiração — mesmo quando as semelhanças são tão grandes que poderiam ser vistas como uma “cópia”. Além disso, a declaração foi feita durante uma entrevista ao site Automaton, na qual Taro comentou detalhadamente como reage quando estúdios mencionam o RPG de ação lançado em 2017 como referência para seus próprios projetos.
De fato, segundo ele, ouvir que seu trabalho influenciou outros criadores é sempre algo positivo. No entanto, Taro observa que muitos desenvolvedores parecem hesitar em admitir publicamente essa influência, provavelmente por receio de problemas legais ou acusações de plágio.
“Pessoalmente, fico feliz quando dizem que foram influenciados por NieR: Automata”, explicou o diretor. “Muitas pessoas parecem relutantes em falar isso, talvez porque estejam preocupadas com questões de direitos.”
Semelhanças evidentes, mas poucas declarações
Taro comentou que, em alguns casos, as semelhanças entre novos jogos e o sistema de combate de Automata são bastante perceptíveis. No entanto, os próprios desenvolvedores raramente mencionam essa influência de forma direta.
“Às vezes vejo jogos que parecem muito semelhantes ou ouço comentários como ‘isso é basicamente o sistema de ação de Automata’. Mas, por outro lado, os criadores não dizem nada”, observou. “Talvez tenham medo de que as pessoas os acusem de copiar.”
Além disso, ele destacou que essa relutância não diminui a importância da inspiração. Pelo contrário, ele enxerga como algo natural dentro da indústria de games, pois ideias boas costumam se propagar e, consequentemente, influenciar novos projetos.
Copiar ou se inspirar: uma questão de respeito
O criador do jogo afirmou que não teria problema algum se um estúdio admitisse abertamente que se baseou em NieR: Automata para seu design. “Eu vejo isso como uma forma de respeito ou homenagem. Por isso, na verdade, preferiria que dissessem que foram influenciados — ou até que copiaram”, disse, com bom humor.
Ainda assim, Taro reconheceu que essa postura talvez não seja compartilhada pela editora do jogo, a Square Enix. Rindo, comentou que não tem certeza de como a empresa reagiria a desenvolvedores afirmando abertamente que copiaram ideias do RPG. Assim, apesar de sua confiança pessoal, a questão legal ainda é um fator relevante no mercado, mostrando que equilíbrio entre inspiração e direitos autorais é sempre necessário.















