Assassin’s Creed Black Flag Resynced é criticado por cobrar R$ 424,91 em microtransações após lançamento
Assassin’s Creed Black Flag Resynced foi lançado oficialmente nesta quinta-feira e, apesar da enorme expectativa dos fãs, a estreia no Steam não aconteceu da forma que a Ubisoft esperava. Em poucas horas, o remake acumulou uma grande quantidade de avaliações negativas, chegando a receber a classificação “Predominantemente Negativa” na plataforma da Valve.
Embora o índice de aprovação tenha apresentado uma pequena recuperação ao longo do dia, o cenário ainda preocupa. Em menos de 19 horas após o lançamento, o título já havia ultrapassado a marca de mil avaliações registradas, com boa parte dos comentários apontando dois problemas específicos: o limite de FPS durante as cutscenes e a grande quantidade de microtransações disponíveis desde o primeiro dia.
Cutscenes limitadas a 30 FPS geram reclamações
Em primeiro lugar, muitos jogadores de PC demonstraram insatisfação com a decisão — ou possível falha técnica — que mantém todas as cenas cinematográficas rodando a apenas 30 FPS. Independentemente do hardware utilizado ou das configurações gráficas escolhidas, as cutscenes permanecem travadas nessa taxa de quadros.
Consequentemente, a situação desagradou parte da comunidade, especialmente aqueles que investem em computadores de alto desempenho justamente para aproveitar taxas de atualização superiores. Nas avaliações publicadas no Steam, diversas críticas mencionam o problema como um dos principais fatores para a nota negativa.
Por outro lado, a comunidade agiu rapidamente. Poucas horas após o lançamento, um mod gratuito começou a circular na internet prometendo remover a limitação e liberar as cutscenes para rodarem em taxas de quadros mais elevadas.
Microtransações de quase R$ 430 dominam a discussão
Entretanto, o maior foco das críticas não está relacionado ao desempenho técnico. O principal motivo da revolta envolve a estratégia de monetização adotada pela Ubisoft.
Desde o lançamento, os jogadores encontraram uma loja com quase R$ 430 em conteúdos adicionais. Entre os itens disponíveis estão diversos pacotes cosméticos para navios, conjuntos de personalização para personagens e outros extras vendidos separadamente.
Além disso, muitos usuários ficaram incomodados ao descobrir que esses conteúdos não fazem parte da Edição Deluxe, versão mais cara do jogo que já inclui alguns bônus exclusivos. Para parte da comunidade, os itens deveriam estar incluídos no pacote premium ou ser desbloqueáveis durante a jogatina.
Nem mesmo o chamado Map Pack escapou das críticas. O conteúdo, que revela a localização de tesouros espalhados pelo mapa, foi apontado por muitos jogadores como algo que deveria fazer parte da experiência principal, especialmente para quem investiu na edição mais cara.
Imprensa especializada mantém avaliações positivas
Apesar da forte reação negativa dos usuários no Steam, o cenário é diferente entre os veículos especializados. Diversas análises publicadas pela imprensa destacam melhorias visuais, aprimoramentos técnicos e a fidelidade ao clássico original lançado em 2013.
Dessa forma, Assassin’s Creed Black Flag Resynced vive um início marcado por contrastes. Enquanto críticos profissionais elogiam a qualidade geral do remake, parte da comunidade continua questionando tanto as limitações técnicas quanto a agressiva presença de microtransações logo no lançamento.















