Ícone do site Portal de Games feito para quem gosta de diversão

‘Bond não atira em homem desarmado’: 007 First Light só permite ataques contra inimigos armados

007: First Light

Um novo olhar sobre James Bond nos games

Em 007 First Light, novo projeto da IO Interactive ambientado nos anos de formação de James Bond, o estúdio introduz, primeiramente, um sistema central chamado “Licença para Matar”, que muda completamente a lógica do combate. Além disso, a regra é direta: Bond não atira em homem desarmado, e toda a mecânica de violência é construída em torno dessa filosofia.

Segundo Tom Marcham, designer sênior de combate do jogo, a equipe começou o desenvolvimento com um estudo profundo do personagem antes de qualquer decisão de gameplay. “A primeira coisa que fazemos é ir fundo em Bond. Quero dizer tudo: os livros, os games, os filmes”, explica. Dessa forma, esse mergulho no universo do espião serviu como base para definir as regras que limitam e, ao mesmo tempo, direcionam as ações do jogador.

A Licença para Matar em ação

Na prática, o sistema só é ativado quando, de fato, um inimigo demonstra intenção real de matar. Ou seja, isso acontece no momento em que ele saca uma arma de fogo. Assim, o indicador da Licença para Matar aparece na tela e libera, imediatamente, o uso de força letal.

Por outro lado, fora dessa condição, o combate segue outro caminho. Inimigos desarmados podem ser nocauteados de forma silenciosa, mas, ainda assim, não podem ser abatidos com tiros. “Bond não vai atirar em um homem desarmado. Se você tiver uma seção onde absolutamente ninguém tem armas, você não vai atirar em ninguém”, reforça Marcham.

Escalada dinâmica do combate

Além disso, o sistema cria uma progressão chamada de escalada dinâmica. O jogador, inicialmente, começa em furtividade, depois pode evoluir para confrontos corpo a corpo e, somente quando a situação se agrava, o tiroteio é liberado. Portanto, o momento exato em que o inimigo saca a arma funciona como gatilho imediato para a mudança de ritmo.

Marcham destaca, ainda, que essa transição precisa parecer natural. “Nunca queremos que isso aconteça e pareça que fracassou. Quando acontecer, você deve sentir que é hora de um tiroteio incrível”, afirma. Em outras palavras, a ideia é transformar o caos em espetáculo, mantendo o estilo cinematográfico da franquia.

Diferenças em relação a Hitman

Por outro lado, o designer também compara o projeto com a série Hitman. Enquanto o agente 47 opera em sandboxes abertos onde o combate é quase sempre evitado, 007 First Light adota uma estrutura mais direcionada, com progressão entre cenas e, consequentemente, menos liberdade para revisitar ações anteriores.

Por fim, Marcham resume a diferença de forma direta: um estilo furtivo absoluto funcionaria bem em Hitman, mas não representaria, de fato, um bom filme de Bond. Portanto, o novo jogo aposta em ação mais dinâmica, controlada e cinematográfica, equilibrando stealth e violência de maneira mais guiada.

Sair da versão mobile