Ex-desenvolvedor afirma que Elder Scrolls Online bancava projetos fracassados da Bethesda
Durante anos, The Elder Scrolls Online (ESO) foi uma das principais fontes de receita da Bethesda. Agora, uma declaração de um ex-desenvolvedor do MMORPG sugere que parte desse sucesso financeiro pode ter sido utilizada para sustentar projetos internos que não alcançaram os resultados esperados.
A revelação surgiu em meio à recente onda de demissões promovida pela Microsoft e pela divisão Xbox, que afetou diversos estúdios ligados à ZeniMax Media. Entre os setores impactados estaria a equipe responsável por Elder Scrolls Online, com relatos indicando cortes significativos no quadro de funcionários.
Ex-desenvolvedor critica falta de investimentos no ESO
Andrew Young, que atuou como Senior Content Designer em Elder Scrolls Online entre 2012 e 2024, utilizou as redes sociais para comentar a situação e demonstrar sua frustração com os desligamentos.
Segundo ele, o trabalho realizado pela equipe ao longo dos anos não recebeu o reconhecimento adequado, apesar dos excelentes resultados comerciais alcançados pelo jogo.
De acordo com Young, o MMO gerava receitas expressivas que, em sua visão, ajudaram a financiar outros projetos internos que acabaram fracassando. Ao mesmo tempo, a equipe do ESO enfrentava limitações de recursos para manter o ritmo acelerado de atualizações e conteúdos exigidos por uma comunidade ativa e crescente.
Além disso, o ex-desenvolvedor destacou que os profissionais envolvidos no projeto mereciam mais apoio e investimentos, especialmente considerando a relevância do título dentro do portfólio da Bethesda.
Quais seriam os projetos mencionados?
Embora Andrew Young não tenha citado nomes específicos, a declaração rapidamente gerou especulações entre jogadores e analistas da indústria.
Entre os títulos frequentemente mencionados estão The Elder Scrolls: Blades, lançado para dispositivos móveis, e The Elder Scrolls: Legends, jogo de cartas digital inspirado no universo da franquia. Ambos tiveram suporte encerrado após não alcançarem o impacto esperado a longo prazo.
Por outro lado, também existe a possibilidade de que Young estivesse se referindo a outros projetos desenvolvidos sob o guarda-chuva da ZeniMax Media, incluindo iniciativas que sequer chegaram ao mercado.
Sem detalhes adicionais, a identidade dos supostos “projetos fracassados” permanece apenas no campo das especulações.
Uma perda que vai além dos números
Em uma segunda publicação, Young demonstrou preocupação com o futuro do estúdio e lamentou a saída de colegas que ajudaram a construir o sucesso do MMO ao longo de mais de uma década.
Segundo ele, a sensação é de que uma parte importante da identidade da equipe foi perdida. O designer afirmou que a situação representa uma perda significativa não apenas para os profissionais afetados, mas também para o próprio jogo e para a cultura interna desenvolvida ao longo dos anos.
Elder Scrolls Online continua sendo um sucesso
As declarações chamam atenção principalmente porque Elder Scrolls Online segue sendo um dos maiores sucessos comerciais da Bethesda.
Desde seu lançamento, o MMORPG já ultrapassou a marca de US$ 2 bilhões em receita, consolidando-se como um dos jogos live-service mais bem-sucedidos da empresa. Esse desempenho é ainda mais impressionante diante dos desafios enfrentados pelo mercado de MMOs e jogos como serviço.
Recentemente, o título passou por mudanças importantes em seu modelo de conteúdo. Em 2025, a ZeniMax Online Studios abandonou o tradicional ciclo anual de expansões e adotou um sistema baseado em temporadas. A primeira delas, chamada Season Zero: Dawn and Dusk, estava programada para ser concluída em 8 de julho.
Enquanto isso, os cortes envolvendo a equipe de Elder Scrolls Online fazem parte de uma reestruturação mais ampla da Microsoft. Estimativas apontam que aproximadamente 3.200 funcionários poderão ser desligados até o final do ano, em um processo descrito por diversas fontes como uma das maiores reorganizações da história da divisão Xbox.














