GTA 6 não será gerado por IA, afirma CEO da Take-Two e provoca Elon Musk
GTA 6 não será gerado por inteligência artificial antes de chegar às lojas, e, além disso, o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, deixou isso bem claro. Ao mesmo tempo, ele aproveitou o momento para alfinetar Elon Musk, o que acabou ampliando ainda mais o debate sobre o uso de IA na indústria dos games.
A discussão, portanto, começou ainda em janeiro, quando Elon Musk respondeu positivamente a uma publicação no X (antigo Twitter). Na ocasião, o post sugeria que seria possível “gerar o seu próprio GTA 6” em poucos minutos com IA generativa. Logo em seguida, a ideia ganhou ainda mais força quando Tim Sweeney, CEO da Epic Games, entrou na conversa. De acordo com ele, já existem tecnologias como text-to-image e text-to-video, então, consequentemente, um “text-to-GTA” seria apenas um próximo passo lógico. Musk, por sua vez, concordou imediatamente e ainda foi além, sugerindo que a IA poderia até prever o que o jogador gostaria de jogar sem necessidade de comandos diretos.
Strauss Zelnick rebate e questiona limites da IA
Diante disso, Strauss Zelnick decidiu responder publicamente durante um evento, e, além disso, utilizou o próprio Elon Musk como exemplo central de sua argumentação. Segundo ele, se a inteligência artificial realmente fosse capaz de substituir funções complexas de forma tão eficiente, isso já estaria evidente até mesmo em cargos de altíssimo nível.
“Se a IA fosse tomar o emprego de alguém, não tomaria o emprego dele?”, questionou Zelnick, referindo-se diretamente a Musk. Em seguida, ele destacou que o bilionário possui recursos praticamente ilimitados, acesso a tecnologia de ponta e, ainda assim, mantém uma rotina extremamente intensa de trabalho.
Além disso, o executivo reforçou que essa lógica levanta dúvidas importantes sobre os limites reais da tecnologia. Afinal, se a IA fosse tão avançada quanto se sugere, teoricamente, deveria substituir até mesmo os profissionais mais capacitados.
Debate sobre IA e indústria dos games
Posteriormente, Zelnick também trouxe sua própria experiência para o debate, afirmando que, mesmo com a adoção de IA em diferentes áreas do trabalho, sua carga de tarefas não diminuiu. Pelo contrário, segundo ele, o ritmo de trabalho continua alto, o que reforça a ideia de que a tecnologia ainda não substitui processos criativos complexos.
Por fim, a conversa no palco ganhou um tom mais leve quando surgiu a brincadeira sobre Elon Musk ser uma possível “simulação”. No entanto, apesar do humor, a mensagem central permaneceu a mesma: embora a IA generativa esteja avançando rapidamente, ela ainda está longe de substituir o nível de complexidade necessário para desenvolver um jogo da magnitude de GTA 6.

